Amazonas inicia esta semana ajuda às famílias atingidas pela seca

População ribeirinha sofre com o baixo nível dos rios. Pelo menos 122 mil pessoas em 18 municípios foram afetadas

AE |

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A Defesa Civil do Amazonas deve começar até o fim desta semana a ajuda emergencial a 27.947 famílias atingidas pela seca nas calhas do rio Solimões e seu afluente Juruá. São mais de 122 mil pessoas em 18 municípios que já decretaram situação de emergência e mais de metade está isolada sem acesso sequer por canoas às comunidades.

O nível do rio Negro, que banha Manaus, continua descendo, mas o Solimões está subindo cerca de 30 centímetros por dia desde a semana passada. Não é suficiente ainda, contudo, para normalizar a vida dos ribeirinhos. Nesta terça-feira, o Solimões estava medindo 1,17 metro na margem. "Só após três semanas o efeito da subida das águas do Solimões poderá ser sentido nas águas do rio Negro", disse o superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no Amazonas, Marco Oliveira.

O Negro mediu 18,87 metros, quatro centímetros a mais do que o medido no mesmo dia do ano da maior vazante, em 1963. Na semana passada, por cinco dias consecutivos, o rio bateu recordes de medição abaixo dos números dos mesmos dias em 1963. Naquele ano, da maior estiagem já aferida pelo CPRM, no pico de outubro, o Negro chegou a 13,64 metros.

Eleições

Ontem à noite, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE) emitiu parecer favorável à consulta do governo estadual para a ajuda aos ribeirinhos, por conta da proibição de distribuição de bens à população em período eleitoral. A lei já prevê a exceção em situação de emergência, mas como o governador Omar Aziz (PMN) é candidato à reeleição, a administração julgou necessária a consulta.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil, coronel Roberto Rocha, as ações de ajuda serão coordenadas em seis municípios: Tefé, Tabatinga, Eirunepé, Cruzeiro do Sul e Lábrea, no Amazonas, e Porto Velho, em Rondônia.

Segundo Rocha, se a seca dos rios persistir por mais três semanas, pelo menos outros 20 municípios do Estado devem decretar estado de emergência. Além de cestas básicas e remédios, que serão distribuídas com ajuda do Exército, a Defesa Civil anunciou a compra de 10 mil purificadores de água, no valor unitário de R$ 202, que devem chegar a Manaus na próxima semana. Os purificadores serão comprados sem licitação, situação permitida em situação de emergência, e devem ser distribuídos às estimadas 10 mil famílias isoladas em 110 comunidades.

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