Padre é investigado por facilitar entrada de haitianos no Brasil

Polícia Federal não divulgou nome do religioso; em Tabatinga (AM), pelo menos 500 haitianos entraram no Brasil pelo município

Wilson Lima, iG Maranhão |

Um padre está sendo investigado pela Polícia Federal no Amazonas acusado de facilitar a entrada ilegal de haitianos no Brasil. A suspeita é que ele está envolvido em uma organização criminosa da qual faz parte o haitiano Repert Julien, de 28 anos, preso na terça-feira pela Polícia Federal em Tabatinga, cidade localizada no extremo oeste do estado do Amazonas, na tríplice fronteira entre Brasil-Colômbia-Peru. Julien é acusado de aliciar haitianos e facilitar a entrada deles no Brasil de forma clandestina no país.

A investigação contra o padre, cujo nome não foi revelado, foi determinada pelo juiz federal Ricardo A. de Sales, do Amazonas. O padre trabalha na região de Tabatinga e, após depoimentos outros haitianos que chegaram ao país de forma ilegal, o nome dele foi citado como um dos co-responsáveis pela entrada de vários estrangeiros no Brasil. Pelas primeiras investigações, o grupo de Rebert Julien pode ter facilitado a entrada ilegal de pelo menos 40 haitianos.

Segundo informações da Polícia Federal, Repert Julien, de 28 anos, cobrava até U$$ 2 mil para cada haitiano para levá-los Peru até o Brasil. A entrada era sempre feita por Tabatinga. O “coiote” prometia trabalho e facilidade para obter moradias tanto em Tabatinga, quanto na capital, Manaus. Somente em 2010, conforme a PF, pelo menos 500 haitianos entraram no Brasil através de Tabatinga; em 2011, esse número já é de 850 haitianos. Todos eles buscam refúgio no Brasil após os terremotos do ano passado que vitimaram mais de 100 mil pessoas.

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