Gabinete de vereador foi usado para realização de programa

Polícia estima que rede de prostituição infanto-juvenil no interior do Amazonas tenha até 50 menores de idade envolvidas

Wilson Lima, iG Maranhão |

Após a prisão de onze pessoas acusadas de integrar uma rede de prostituição infanto-juvenil em Maués , cidade distante 276 quilômetros de Manaus, a Polícia Civil do Amazonas descobriu que o gabinete de um vereador do município foi utilizado para a realização de programas com meninas menores de 18 anos.

Reprodução/Google Maps
Maués (marcada pela letra B) fica a 276 quilômetros de Manaus
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As informações foram repassadas por uma das adolescentes. Ela revelou à polícia que fez um programa com um assessor parlamentar do município. O nome do assessor e do vereador para quem ele trabalha não foram divulgados pela polícia para não atrapalhar a investigação.

Durante as investigações, a polícia confirmou que pelo menos dois assessores parlamentares eram clientes desta rede de prostituição - um assessor da Câmara e outro da Assembleia Legislativa do Amazonas. Um professor da rede pública também foi citado como cliente desta rede.

Até o momento, 26 pessoas já foram citadas como integrantes da rede de prostituição. Destas, cinco aliciadores e 21 clientes. As investigações também apontam que pode chegar a 50 a quantidade de adolescentes que se prostituíam em Maués. A Polícia já confirmou que cerca de 30 jovens eram oferecidas pelos aliciadores.

Nesta sexta-feira (30), o delegado Mário Melo, presidente do inquérito, pedirá a prisão temporária de mais 13 dos 26 envolvidos. Na semana passada, a Justiça concedeu a prisão temporária de dez pessoas. Oito foram presas. Pelas investigações, a rede era especializada em oferecer programas não somente para pessoas de Maués, mas também de outras cidades e até de outros Estados.

O desmonte desta rede de prostituição começou na sexta-feira da semana passada (23), quando um funcionário público de 45 anos e mais duas pessoas foram presos em um motel com uma adolescente de 14. O homem de 45 anos foi solto nesta quarta-feira (28), quando expirou o prazo da prisão temporária. Segundo informações das adolescentes, elas cobravam programas entre R$ 30 e R$ 100. Os aliciadores também vendiam a virgindade das jovens. Um programa com adolescentes virgem chegava a R$ 1 mil.

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