Acusado de estuprar 68 adolescentes em rituais de satanismo é preso no Amazonas

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Auxiliar de obras Renato Fragata, 30 anos, confessou que levava meninas para uma seita na qual bebia sangue de animais em cemitérios, onde também as obrigava a fazer sexo com ele

A Polícia Civil do Amazonas prendeu, na quinta-feira (11), na Região Metropolitana de Manaus, um auxiliar de obras acusado de estuprar cerca de 68 meninas adolescentes em uma seita que pratica atos de satanismo. Renato Fragata, 30 anos, confessou os crimes e ainda afirmou, em depoimento, ter praticado aborto em uma das jovens que teria engravidado nos atos.

Polícia Civil/Divulgação
Renato Fragata: após confessar crimes, ele aguarda julgamento em delegacia de Iranduba

“Ele usava de todos esses artifícios fantasiosos sobre magia negra para persuadir as adolescentes e fazê-las acreditarem que poderiam conseguir o que quisessem através desses rituais demoníacos", apontou o delegado Mavignier, da 31ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), localizada no Município de Iranduba, na Grande Manaus. As vítimas, mulheres, tinham sempre entre 13 e 16 anos de idade.

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A prisão ocorreu graças às denúncias de uma professora que afirmou ter notado a presença diária de Fragata no portão de uma escola pública da cidade conversando com meninas para ganhar delas sua confiança. Segundo a polícia, ele então as convidava para sua seita, na qual rituais de satanismo, como beber sangue de animais como gatos e cabras, eram praticados.

Veja alguns atores e vítimas de casos de violência sexual pelo mundo:

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Neles, o acusado também mantinha relações sexuais com as jovens em cemitérios, atos que, afirmava às vítimas, eram estágios necessários para que ficassem mais próximas dos espíritos que cultuavam.

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A investigação afirma que ao menos 18 meninas foram estupradas por Fragata em Iranduba e outras 50, em Parintins, município do qual o acusado é natural. As práticas de satanismo vinham sendo realizadas por ele ao menos há três meses e as imagens de suas vítimas eram postadas em sua página pessoal no Facebook.

Fragata já respondia a cinco inquéritos por estupro em sua cidade natal. Ele está encarcerado em uma cela da DIP para aguardar julgamento. O acusado responderá por estupros de vulnerável, corrupção de menores e divulgação de pornografia infantil.

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