Prefeito de Coari, no Amazonas, seria chefe de rede de prostituição infantil

Por iG São Paulo |

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Adail Pinheiro (PRP - AM) é acusado de ser chefe de rede de prostituição infantil. Denúncia foi feita no programa Fantástico, da Rede Globo

Em reportagem transmitida neste domingo (19) pelo programa Fantástico, da Rede Globo, Adail Pinheiro, prefeito da cidade de Coari, no Amazonas, é acusado de chefiar uma rede de prostituição infantil.

Os primeiros indícios do envolvimento de Pinheiro com exploração sexual infantil surgiram em maio de 2008, durante uma operação da Polícia Federal em Coari. Em 2009, teve prisão preventiva decretada, mas foi libertado depois de dois meses.

Na reportagem, mulheres afirmaram terem sido abusadas sexualmente pelo prefeito. Uma das vítimas afirma que foi estuprada quando era criança, e que agora sua filha de 11 anos é assediada por Pinheiro.

A denúncia mais recente diz respeito a uma menina de 13 anos que teria sido obrigada pela mãe a manter relações íntimas com Pinheiro na noite de Ano Novo, em troca de um pagamento de R$ 2 mil. O valor seria pago a cada menina virgem que fosse levada ao prefeito.

A morosidade com que tramitam os processos que se referem ao prefeito é criticada pela CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. De acordo com a reportagem, na próxima semana representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) irão a Coari investigar o porquê da lentidão e, se necessário, responsabilizar os juízes e transferir os processos.

Procurado pelo programa da Rede Globo, Adail Pinheiro preferiu não se manifestar. O advogado Alberto Simonetti Neto afirma que a oposição política tem interesse em fomentar as notícias que associam Pinheiro à rede de prostituição infantil e pedofilia.

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