Ministérios tentam acordo entre índios tenharins e moradores de Humaitá no AM

Por Agência Brasil |

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Equipe tenta encontrar soluções para que os índios não voltem a cobrar pedágio na rodovia Transamazônica

Agência Brasil

Representantes dos ministérios do Meio Ambiente, da Justiça, do Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento Social seguem na manhã desta quarta-feira (15) para a Terra Indígena Tenharim Marmelos, a cerca de 150 quilômetros do município de Humaitá, no sul do estado do Amazonas.

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Indígenas cobram compensação por massacre na abertura da Transamazônica

A equipe desembarcou na região do conflito entre os índios tenharins e a população de Humaitá, na última segunda-feira (13) para tentar uma solução para os conflitos e, principalmente, construir soluções para que os índios não voltem a cobrar pedágio na BR-230 (Transamazônica), que corta a reserva.

Há quase um mês, os índios tenharins estão isolados nas aldeias. Impedidos de cobrar o pedágio e impossibilitados de se deslocar até a cidade, estão dependentes da assistência do governo federal. AFundação Nacional do Índio (Funai) tem distribuído cestas básicas e medicamentos para os índios.

Mais: Acusados por três desaparecimentos, indígenas vivem apartheid em Humaitá

Moradores da cidade acusam os índios de terem sequestrado três os homens, em 16 de dezembro, em represália à morte do cacique Ivan Tenharim, no início do mês passado. Uma nota do então coordenador da regional da Funai, Ivã Bocchini, levantou a suspeita de que o líder tenharim teria sido assassinado. A polícia apontou a causa da morte como acidente de moto. Na sexta-feira (10), Bocchini foi exonerado do cargo.

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