Rio Negro está perto de atingir marca histórica de cheia

O curioso é que a maioria dos picos da cheia acontece no mês de junho, 19% em julho e apenas 6% em maio

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O rio Negro, em Manaus, deve superar nesta quarta-feira a cheia histórica registrada em 2009 se o nível do rio continuar subindo três centímetros como vem acontecendo nos últimos dias. A cota foi de 29,75 metros nesta terça-feira. A marca histórica é de 29,77 metros. O curioso é que a maioria dos picos da cheia acontece no mês de junho, 19% em julho e apenas 6% em maio, de acordo com dados do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

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Ainda é cedo para dizer se o rio irá parar de subir, já que o mais recorrente é que as chuvas se estendam até junho. Antes de 2009, o recorde de cheia foi registrado em junho de 1953, quando o rio Negro atingiu 26,69 metros. Na avaliação do chefe de Hidrologia do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Daniel Oliveira, as cheias são fenômenos naturais e ocorrem em maior ou menor magnitude devido a precipitação que ocorre em toda a bacia hidrográfica. "No caso de 2009 e deste ano, tivemos o fenômeno La Niña, que provocou maiores precipitações na Amazônia".

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Cheia em Manaus

Mais de 10 mil famílias, em 11 bairros de Manaus, foram atingidas pela subida do nível do Negro. Entre os locais mais afetados está o centro da cidade, incluindo o prédio da Receita Federal e a alfândega portuária, onde um trecho da avenida Eduardo Ribeiro foi fechado pelo instituto de trânsito municipal, e bairros como Raiz, Educandos e Glória.

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A Defesa Civil do Estado reverteu R$ 44 mil em ações em Manaus. Foram erguidas pontes de madeiras e instaladas três bombas na área da Manaus Moderna com capacidade de fazer o fluxo reverso da água do rio Negro. O SOS Enchente da Prefeitura de Manaus tirou em dois dias de trabalho 228 toneladas de lixo de igarapés e já distribuiu 8.954 metros de madeira. Destes, 3.699 foram destinados para a construção de pontes e 5.255 foram doados para comunidades organizadas.

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