O governo do Amazonas decretou hoje estado de emergência em 62 municípios do Estado como resposta ao anúncio da maior cheia dos últimos 56 anos a partir de junho. Segundo a assessoria do governo, amanhã deve ser iniciada, com a ajuda das Forças Armadas, uma operação para enviar medicamentos, alimentos e combustíveis aos 16 municípios já atingidos pela cheia dos rios Solimões, Purus, Juruá e Amazonas.

Ontem, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) anunciou que as águas do rio Negro, que banha Manaus, devem atingir em média 29,68 metros em junho - apenas um centímetro a menos do que o pico de 1953, de 29,69 metros, ano da maior enchente da série histórica do órgão, medida desde 1903. Segundo a Defesa Civil Estadual, o aumento no nível dos rios no Estado já deixou mais de 5 mil pessoas desabrigadas no interior.

A assessoria do órgão informou que há cerca de 70 mil cestas básicas para serem distribuídas, além de remédios, cobertores, mosquiteiros, colchões e kits de limpeza. Os municípios mais afetados, onde famílias inteiras estão alojadas em escolas e prédios em partes mais altas da cidade, estão na calha do rio Solimões, como Benjamin Constant, Atalaia do Norte e Tabatinga. Em Manaus, a Defesa Civil Municipal começou a doar madeira para as famílias que moram à beira de igarapés, em palafitas que necessitam que o piso suba no mínimo um metro, por sugestão do CPRM.

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