Álvaro Lins tenta adiar decisão do Conselho de Ética da Alerj

RIO DE JANEIRO ¿ O ex-chefe da Polícia Civil, deputado estadual Álvaro Lins (PMDB), está tentando ganhar tempo para adiar a decisão do Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) sobre sua cassação por quebra de decoro parlamentar. Ele tem até o dia 30 deste mês, data em que se inicia o recesso da Casa, para apresentar sua defesa, mas vem questionando os prazos para a entrega do material.

Redação |

Acusado de envolvimento na máfia dos caça-níqueis, descoberta pela operação conjunta da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, Lins espera que o processo tramite apenas após o recesso parlamentar de julho, quando a Casa deve estar vazia para as eleições municipais. O próprio relator do processo, deputado Audir Santana (PSC) estará concorrendo à prefeitura de Itaboraí.

O corregedor-geral da Alerj, Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PMDB) disse, nessa quarta-feira, que Lins está tentando ganhar tempo para tentar adiar a decisão do conselho. Presidente do Conselho de Ética, o deputado Paulo Melo (PMDB), garantiu que a cassação será discutida extraordinariamente durante o recesso.

Nossa intenção é concluir os trabalhos durante o recesso. Se Lins não entregar sua defesa até a próxima segunda-feira (dia 30), ele perde os direitos de defesa, disse. Questionado sobre a manobra de Lins, Melo disse que o acusado tem até o direito de fugir, de usar todos os mecanismos que dispõe, mas que o conselho não vai parar durante o recesso.

Novo defensor

Nessa terça-feira, o Conselho de Ética designou outro defensor dativo para defender o deputado Álvaro Lins. Yuri Saramago Saione de Araújo Pugliese foi o escolhido, de acordo com a publicação do Diário Oficial.

A troca da defesa de Lins foi pedida por Paulo Melo, pois a antiga defensora, Denise Setsuko Okada Ahmed, é procuradora da Alerj e não seria conveniente que ela defendesse a Casa e o acusado ao mesmo tempo. O advogado foi escolhido por indicação conjunta do presidente do conselho e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A necessidade de escolher um defensor se deu porque Lins não apresentou a defesa ao Conselho de Ética, na última sexta-feira, quando se esgotava o prazo.


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