Álvaro Lins se recusa a prestar depoimento ao Conselho de Ética da Alerj

RIO DE JANEIRO ¿ O depoimento que o deputado estadual Álvaro Lins (PMDB) prestaria nesta sexta-feira ao Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) não irá mais acontecer. O advogado de Lins, Yuri Sahione, entrou com um recurso junto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da casa alegando que o Conselho não pode trabalhar durante o recesso parlamentar, que começou no dia 1º de julho. Segundo Sahione, somente as CPI´s , as comissões especiais e as comissões de representatividade podem funcionar durante o recesso.

Redação |

O presidente do Conselho de Ética, o deputado Paulo Melo (PMDB), no entanto, contestou a tese dizendo que o conselho tem caráter processante e, portanto, funcionaria como uma CPI. Melo convocou uma nova sessão para a próxima quarta-feira.

Com a suspensão do depoimento, as dez testemunhas de defesa do deputado que seriam ouvidas na parte da manhã não compareceram à Alerj. Somente a deputada federal Marina Magessi (PPS) esteve no local, mas disse que não ia falar por determinação da defesa. Entre os indicados por Lins para defendê-lo, estão o ex-deputado e ex-secretário de Segurança, Josias Quintal; o ex-presidente da OAB, Otávio Gomes; o ex-comandante da Polícia Militar, Hudson Aguiar; o atual subchefe da Polícia Civil, Ricardo Martins, e o titular da Delegacia de Homicídios (DH), Roberto Cardoso.

O ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Álvaro Lins, responde a um processo de cassação do mandato, iniciado após sua prisão pela Polícia Federal, em maio deste ano, na Operação Segurança Pública S/A. O deputado é acusado de usar a estrutura da corporação policial para praticar crimes de lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e corrupção.

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