Álvaro Lins recebe processo que pede a cassação de seu mandato

RIO DE JANEIRO ¿ O deputado estadual e ex chefe da Polícia Civil Álvaro Lins, recebeu nesta sexta-feira o relatório sobre o processo no Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que pede a cassação de seu mandato. O deputado é acusado pelo MPF (Ministério Público Federal) e pela Polícia Federal de se beneficiar de um esquema de propina na Secretaria de Segurança Pública quando foi chefe da Polícia Civil do Rio.

Redação |

O acusado esteve na presidência da Casa na manhã de hoje e tem até cinco dias úteis para preparar a sua defesa.

O novo relator do Conselho de Ética, deputado Audir Santana (PSC), escolhido para o cargo na última quinta-feira, por sorteio, disse que pretende concluir o relatório até o próximo dia 27, último dia antes do recesso parlamentar. A notificação foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira.

Queremos ver se conseguimos fazer isso respeitando a defesa do deputado investigado, mas vamos buscar celeridade. Se houve a necessidade de entrar no recesso para que o andamento do processo seja mais completo, não vejo nenhum problema nisso, informou.

Santana preferiu não comentar o conteúdo do documento que pede a quebra do decoro parlamentar de Lins ¿ encaminhado pelo corregedor-geral da Alerj, deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PMDB) - disse que o conselho tem uma determinada concepção do quadro e que é preciso compilar mais alguns dados para que seja apresentado um relatório completo sobre o caso.

Audir Santana alegou que não se sente pressionado. Especulou-se que a desistência da deputada Aparecida Gama (PMDB) de assumir a relatoria ocorreu por causa de influência de outros parlamentares contrários ao processo de cassação. Se existe alguma pressão a alguns deputados, ela é psicológica. Não recebi nenhum comunicado nada, de algum deputado que esteja sendo ameaçado. Isso não é fato para mim, defendeu.

Com a desistência de Aparecida, que havia sido escolhida por sorteio nesta quinta-feira, diante da relutância dos membros do conselho em assumir a tarefa, o cargo foi entregue ao deputado estadual Audir Santana (PSC). O deputado Paulo Mello, presidente do Conselho de Ética, é o sub-relator do processo contra Lins, que tem prazo de 90 dias para ser concluído.

Álvaro Lins é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha armada durante o período em que foi chefe da Polícia Civil no governo de Rosinha Matheus.

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