SÃO PAULO - O ex-deputado e delegado da Polícia Civil, Álvaro Lins, é considerado foragido pela Polícia Federal desde quinta-feira, quando teve sua prisão decretada pela juíza convocada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (RJ e ES), Márcia Helena Nunes, a pedido da Procuradoria da República. Lins não foi encontrado pela PF em sua casa nem em endereços de parentes.

Segundo seu advogado, Ubiratan Guedes, ele se apresentaria na sexta-feira, mas isso não aconteceu.

Guedes afirmou que o seu cliente está internado em uma clínica particular com depressão. Na sexta-feira ele manteve reuniões durante todo o dia para definir quando Lins se entregará.

Álvaro Lins perdeu a imunidade parlamentar na última terça-feira, quando teve seu mandado de deputado estadual pelo PMDB. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) sob as acusações de formação de quadrilha armada, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e facilitação de contrabando e foi preso na operação Segurança Pública S/A, da Polícia Federal. Lins, que chefiou a Polícia Civil do Rio de 2000 a 2006, também enfrenta dois processos administrativos na Corregedoria Geral Unificada, da Secretaria de Segurança Pública, e pode ser expulso do quadro da Polícia Civil.

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