Álvaro Lins divide a cela com outros sete detentos em Bangu 8

RIO DE JANEIRO ¿ O ex-deputado estadual Álvaro Lins está dividindo a cela com outros sete detentos, todos de nível superior, na penitenciária de Bangu 8, no Complexo do Gericinó, na zona Oeste do Rio. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, a cela mede cerca de 17 metros quadrados e possui triliches, um banheiro, uma televisão de 14 polegadas e um ventilador de 30 centímetros.

Redação |

De acordo com a secretaria, desde que chegou à unidade, na

Divulgação
Álvaro Lins divide a cela com outros 7 presos
madrugada de terça para quarta-feira, Lins só recebeu a visita do deputado estadual Marcos Abrahão (PSL). Em seu primeiro dia de prisão, o ex-chefe da Polícia Civil comeu dobradinha no almoço e jantou carne moída. Logo pela manhã, às 8h, os presos passam por uma inspeção e saem para o banho de sol, ficando até às 15h.

Sobre o fato de ele ter tido depressão antes de ser preso, a secretaria informa que ele não irá receber nenhum atendimento médico especializado e que vai ser atendido com todos os outros presos, se for necessário. Álvaro Lins só será transferido de Bangu 8 se houver uma determinação judicial.

Também estão detidos no presídio de segurança máxima o deputado estadual Natalino Guimarães, acusado de chefiar uma milícia na zona Oeste, e o ex-banqueiro Salvatore Cacciola.

Recurso negado

O desembargador Paulo Leite Ventura, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio, negou nesta quarta-feira o pedido de liminar do ex-deputado estadual Álvaro Lins dos Santos. O ex-parlamentar entrou com mandado de segurança para suspender a cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar, ocorrida na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) no último dia 12.

No mandado, Lins pediu a anulação do voto do deputado Nilton Salomão, que foi favorável à sua cassação. Segundo o ex-chefe de Polícia Civil, o parlamentar não poderia ter participado da votação, uma vez que estava com seus direitos de deputado suspensos. Na ação, o ex-deputado pediu a recontagem dos votos da cassação.

Se o recurso tivesse sido aprovado, Álvaro Lins voltaria a ter foro privilegiado e, portanto, não poderia ser preso. O ex-deputado responde na Justiça Federal pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e formação de quadrilha armada. Ele também é acusado de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis.

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