Alvaro Dias: oposição tem plano B para avançar na CPI

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse hoje que a oposição já tem uma estratégia paralela para conseguir investigar questões relativas a Petrobras, que eventualmente fiquem de fora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado criada para apurar irregularidades na estatal. Já estamos armados para uma estratégia paralela, com representações ao Ministério Público (MP), em relação aos fatos que não pudermos investigar, disse o parlamentar, que é autor do requerimento que criou a comissão.

Agência Estado |

Hoje, na segunda reunião da CPI, a oposição reclamou do fato de o relator e líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), ter rejeitado diversos requerimentos, entre os eles o de convocação da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira e o que pedia à Fundação José Sarney a prestação de contas relativas ao patrocínio da Petrobras. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo , a fundação é suspeita de ter desviado pelo menos R$ 500 mil do patrocínio de R$ 1,3 milhão da estatal para empresas "fantasmas" e da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

"Ou seja, nós não vamos ter aqui alguém que aponte os erros para que os errados possam se explicar", afirmou Alvaro Dias. Para o senador, o estratégia do governo é admitir a existência do crime, mas não do criminoso. "É um roteiro inteligente, orientado para essa conclusão. Quando você não pode investigar fatos pontuais, você não chega aos responsáveis", afirmou Dias.

O tucano afirmou que se não houvesse receio, não haveria motivos para impedir que documentos da Fundação Sarney chegassem à CPI. No entanto, a questão ainda pode ser revista, por votação. Mas como o governo tem maioria na CPI, a rejeição ao pedido deve ser mantida.

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