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Álvaro Dias diz que não mentiu sobre dossiê e preserva sigilo até sob tortura

BRASÍLIA - O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) negou, nesta segunda-feira (12), qualquer tipo de participação no vazamento do dossiê. Ele salientou que há uma diferença entre vazare divulgar. Dias também frisou que não mentiria sobre o caso em hipótese alguma, nem sob tortura. Na última sexta-feira (9), o tucano foi acusado pelo senador João Pedro (PT-AM) de ter mentido ao dizer na tribuna do plenário, em 2 de abril, que se soubesse quem vazou a informação do Palácio do Planalto ele diria.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |


Agência Brasil
Não minto nem sob tortura, diz o tucano
"Eu preservo o sigilo da fonte até sob tortura. Não minto nem sob tortura", disse o senador, fazendo alusão ao depoimento de Dilma Roussef no Senado, quando admitiu ter orgulho de ter mentido na ditadura para preservar a vida de companheiros que combatiam o regime.

O senador tucano afirmou que seu assessor, André Fernandes, não havia revelado até a semana passada o nome de quem vazou o dossiê na Casa Civil. O senador confirmou, no entanto, ter recebido antes o dossiê com gastos do ex-presidente FHC de seu assessor. "Ele não revelou o nome, disse apenas que veio do Palácio".

De acordo com informações do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), o suposto "dossiê" teria saído do computador de José Aparecido Nunes Pires, Secretário de Controle Interno da Casa Civil, no dia 20 de fevereiro, e chegou por e-mail para o assessor tucano.

"Ele [André] autorizou a dizer o nome [dele] somente na semana passada", declarou Álvaro, revelando que demorou de 10 a 15 dias para que seu assessor lhe entregasse o material. "Ele devia estar querendo proteger o amigo", explicou.

O senador ainda garantiu que André está à disposição da CPMI dos cartões corporativos para prestar esclarecimentos sobre o assunto. Estaria disposto a ir à comissão até mesmo nesta quarta-feira.

Em relação à convocação de José Aparecido, Dias comentou que a CPMI somente vai aprovar caso esteja claro que ele será "obediente" e não comprometerá a versão do governo, que quer impedir que as investigações sobre o dossiê levem à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

O senador tucano ainda minimizou o vazamento do dossiê. Para ele isso é algo "primário", o mais importante é saber quem ordenou a confecção do material e com que finalidade.

Dias ainda destacou que há cerca de 15 dias prestou depoimento, em seu gabinete, à Polícia Federal. Ele teria contado tudo o que sabe sobre o caso, menos o nome de quem vazou para seu assessor o dossiê. "Assim que tomei conhecimento do nome (na semana passada) eu passei para o delegado", completou.

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