Alunos invadem hospital no PR e têm diploma suspenso

PARANÁ - A reitoria da Universidade Estadual de Londrina (UEL) comunicou nesta terça-feira ao Conselho Universitário a suspensão da colação de grau de 14 formandos de Medicina que teriam promovido baderna nos corredores do Pronto Socorro do Hospital Universitário (HU) no final do mês passado. Uma auditoria interna da UEL apurou que, no dia 20 de novembro, um grupo de estudantes esteve em um bar, em frente ao HU, para comemorar o encerramento do último estágio do curso.

Agência Estado |

"Consumiram algumas derivações etílicas e, depois, o grupo entrou com grande estardalhaço no Pronto Socorro", disse o reitor Wilmar Marçal. "Entraram com bebida alcoólica, spray de espuma, soltaram fogos de artifício no pátio, fizeram balbúrdia." Eles teriam ficado cerca de 15 minutos no local.

Futura Press
alunos UEL
Reprodução de imagens do circuito interno de segurança do hospital

Marçal também determinou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar para aprofundar a investigação dos fatos e apresentar possíveis sanções, que podem ir desde uma advertência até a expulsão, o que os impediria de receber o diploma. As conclusões devem ser apresentadas em 90 dias.

Os outros 82 formandos participarão da cerimônia de colação de grau na sexta-feira, mas, pouco antes do ato, ouvirão uma palestra sobre ética. Os nomes dos 14 estudantes que ficarão fora não foram divulgados pela universidade.

A assessoria informou que, até a tarde desta terça, eles não tinham apresentado recurso contra a decisão ou advogado para defendê-los. "A priori, nossa intenção não é denegrir a imagem de ninguém", afirmou Marçal. "Somente não poderíamos dar uma oportunidade de proferir o juramento de Hipócrates sem uma investigação, porque seria um atestado de hipocrisia."

Os diretores do HU enviaram um ofício no dia seguinte da baderna, alegando comportamento inadequado dos estudantes e pedindo providências à reitoria, que determinou a auditoria, referendada pela Procuradoria Jurídica. Câmeras do circuito interno e depoimentos de estudantes, médicos, servidores e pacientes ajudaram na identificação. "Havia mais estudantes, mas comprovadamente foi confirmada a participação desses 14", acentuou o reitor. 

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