Alunos entram em confronto com seguranças da UnB

BRASÍLIA - Estudantes da Universidade de Brasília (UnB), que tentavam se juntar ao grupo que invadiu a reitoria da instituição, conseguiram furar a barreira de aproximadamente 50 seguranças na tarde desta segunda-feira. Ordens superiores determinaram a saída dos seguranças do local, permitindo livre trânsito aos estudantes. Houve socos, chutes e empurra-empurra na tentativa de furar o bloqueio.

Regina Bandeira - Último Segundo/Santafé Idéias |


EFE
Estudantes entram em confronto com seguranças
Os alunos pretendem encaminhar à Polícia Federal um relato do confronto. Alguns alunos e seguranças saíram machucados. Cerca de 1,5 mil pessoas estão em todo o prédio. Agora, aproximadamente 500 estão no segundo andar do prédio. Com o ocorrido, a reunião com representantes da PF e dos professores da UnB foi suspensa.

Apesar do confronto, o advogado dos estudantes, Ariel Foina, afirmou que a tentativa é manter o diálogo e resolver a questão da forma menos traumática possível.

Assembléia

A ampliação da ocupação foi decidida em assembléia realizada nesta tarde. Os estudantes da Universidade de Brasília (UnB) resolveram também manter a ocupação da reitoria para forçar a saída do reitor, Thimoty Mulholland, e do vice-reitor, Edgar Nobuo Mamiya. Os universitários estudam ainda a ocupação de outros departamentos da instituição. Na próxima quarta-feira eles discutem início de greve estudantil na universidade.

De acordo com um dos quatro líderes do movimento, Fábio Félix, os ocupantes demonstram sinais de cansaço, mas não abrem mão da renúncia do reitor e do vice. "A renúncia deles é inegociável", disse.

A reitoria foi ocupada na tarde da última quinta-feira. Os alunos querem a substituição do comando da instituição devido a indícios de irregularidade na aplicação de recursos públicos na reforma do apartamento do reitor. O repasse teria sido feito por meio da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec).

Reivindicações

Outros pontos estão na pauta de reivindicação dos estudantes. Um exemplo é que os bens adquiridos para o apartamento funcional do reitor sejam leiloados e os recursos, investidos na Casa do Estudante. Os universitários defendem também a convocação imediata de eleições diretas e paritárias para todos os cargos eletivos da universidade.

A UnB divulgou nota oficial em que diz estar de acordo com parte das investigações dos alunos, mas o termo de compromisso da instituição não contempla a saída do reitor e do vice, que é ponto de honra dos estudantes.

Todas as reivindicações materiais não têm tanta importância quanto à saída do reitor. Se o Thimoty estivesse em seu país de origem ele já teria desocupado o cargo, disse Daniel Gopbi, 21 anos, estudante de relações internacionais e um dos quatro líderes que têm negociado com a reitoria. Segundo o estudante, Thimoty nasceu na Califórnia, Estados Unidos.

Apesar do grande número de participantes, nem todos os alunos da universidade estão de acordo com a invasão. O Centro Acadêmico de Direito já se colocou contra a ocupação. Também há descontentes entre os alunos de Relações Institucionais. As pessoas vêem isso como baderna. Isso é um meio ilegal. Estamos fazendo a coisa errada, afirmou o Daniel Rebelo.


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