Alunos e sindicalistas se desentendem em ato contra greve na USP

SÃO PAULO - Cerca de 150 alunos contrários à greve defendida por uma parcela de seus colegas, por parte dos professores e pelos servidores da Universidade de São Paulo fizeram um ato de protesto na manhã desta sexta-feira, em frente ao Sindicato dos Funcionários da Universidade de São Paulo (Sintusp). Os sindicalistas reclamaram e houve desentendimento entre eles e os manifestantes.

Redação com Agência Estado |

Segundo Aníbal Cavali, diretor do Sintusp, os alunos queriam fazer uma assembleia no sindicato e provocaram os grevistas. "Nós tomamos a iniciativa de retirá-los do nosso espaço. Os funcionários são bem vindos, mas quem faz provocações, não", disse ele.

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Os manifestantes se desentenderam com funcionários do Sintusp

Apesar do desentendimento, a Polícia Militar afirmou que não houve feridos no local.

O protesto contrário à greve foi organizado pela internet. O convite para o protesto dizia: Você está em greve? Nem eu. Então é greve da greve.

Queremos mostrar o que pensam os alunos da USP de verdade, não isso que está na mídia. Nós não estamos sendo representados, diz Kiko Morente, aluno do 4º ano da Escola de Comunicações e Artes (ECA).

Em cinco dias, 5 mil alunos votaram em uma pesquisa online criada por Anderson Valtriani Siqueira, de 24 anos, aluno do curso de Sistemas de Informação da USP Leste. Até quarta-feira, 79,79% eram contra a greve. Coloquei no ar e, em duas horas, 200 pessoas já tinham votado. Percebi que tinha de levar a sério.

O estudante então passou a exigir o número USP dos votantes e o e-mail também da universidade. Os resultados mostram que 54% dos que votaram são favoráveis à ação da PM no campus, 38% contra e 7% indiferentes.

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Cerca de 150 alunos participaram de protesto contra a greve

A greve

As paralisações na universidade começaram com a reivindicação de aumento salarial dos funcionários no dia 5 de maio. Mas, após o confronto entre a Polícia Militar e manifestantes na Cidade Universitária (9/6), a greve ganhou a adesão dos professores e alunos e apresentou novas reivindicações. A principal delas, consenso entre os três setores, é a renuncia da reitora Suelly Vilela.

Os setores em greve pedem também a reintegração do funcionário demitido Claudionor Brandão, a saída da Polícia Militar (PM) do Campus e um reajuste salarial de 16% - reposição da inflação dos últimos 12 meses (estimada em 6,1%) mais 10% de reposição de perdas anteriores -, além de incorporação fixa de R$ 200.

A reitora alega que o orçamento da universidade não suportaria semelhante aumento e afirma que, no momento, a PM está presente apenas no prédio da Reitoria. Ainda segundo a Reitoria, professores e funcionários já receberam o salário de junho com o reajuste de 6,05%.

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