Alunos debatem participação na escolha de reitor da UnB

BRASÍLIA - A assembléia dos estudantes que ocupam a reitoria da Universidade de Brasília (UnB), iniciada ao meio-dia, não deve avaliar a desocupação do prédio. Depois da renúncia do reitor, Timothy Mulholland, e do pedido de exoneração do vice, Edgard Mamyia, no final de semana, os universitários discutem agora sua participação na indicação do nome do reitor temporário, que deve ser definido nesta tarde em reunião do Conselho Superior Universitário (Consuni), às 15 horas. O reitor interino será responsável pela organização de novas eleições.

Agência Estado |

O coordenador de Assistência Estudantil do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UnB, Sérgio Lopes, aluno de Biblioteconomia, diz que, antes de pensar em desocupar o prédio, os estudantes querem garantir que as próximas eleições sejam paritárias, ou seja, que professores, servidores e estudantes tenham voto de igual peso. Atualmente docentes têm peso de 70%, funcionários e estudantes ficam com 15% cada.

"Antes de qualquer outra coisa, precisamos definir nossa representação na reunião de hoje do Consuni", diz Lopes. "A ocupação tem como objetivo principal mudar a forma desigual e antidemocrática como os reitores são eleitos." Segundo a Secretaria de Comunicação (Secom) da UnB, a proporção de votos para cada grupo é definida em lei e o reitor temporário não terá poder de mudar essas condições para a nova eleição.

Ocupação da UnB

Os alunos da UnB ocupam a reitoria da universidade desde o dia 3, quando começaram o protestar pela renúncia do reitor Timothy Mulholland e do vice-reitor Edgar Mamiya. Os dois já deixaram os cargo.

Na última quinta-feira, o reitor Timothy Mulholland pediu licença por 60 dias e o vice-reitor Edgar Mamiya o substituiu provisoriamente. No domingo, Mamiya também pediu afastamento. Logo depois, Mulholland comunicou que irá renunciar.

Timothy e Mamiya são acusados de desvio de dinheiro da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) para gastos em festas e na reforma do apartamento funcional ocupado por Timothy.

Na semana passada, o  Ministério Público Federal (MPF) no Distrito Federal e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) entraram na Justiça Federal com uma ação de improbidade administrativa contra Timothy Mulholland, e o decano de Administração, Érico Paulo Weldle.

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