Alunos da UnB fazem nova assembléia nesta quarta-feira

BRASÍLIA - Os alunos da Universidade de Brasília (UnB) se reunirão nesta quarta-feira em assembléia-geral no prédio da reitoria da universidade. Na pauta estão: a possibilidade de convocação de uma greve estudantil e as diretrizes do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

Redação com Santafé Idéias |

Os universitários também continuam os debates sobre supostas irregularidades na aplicação de recursos pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (FINATEC). Ontem, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público no Distrito Federal e Territórios (MPDFT) entraram com uma ação contra o reitor, Thimoty Mulholland, e o decano de administração, Erico Paulo Weidle, por improbidade administrativa.

Abr/ Antônio Cruz
Estudantes da universidade ocupam reitoria
Para desocupar o prédio, os alunos exigem a renúncia do reitor e do vice-reitor, Edgar Mamiya; a dissolução do conselho da Fundação Universidade de Brasília (FUB); e a convocação de novas eleições diretas para a reitoria. Ainda entre as reivindicações está a proposta para que as eleições sejam paritárias. No atual sistema de eleição, os votos dos professores têm peso 70%, dos servidores, 15% e dos alunos, 15%. Os estudantes defendem que todos tenham votos com peso igual (33%).

Entre os ocupantes do prédio, há a expectativa de que um grupo de alunos e professores contrários à ocupação marque presença na assembléia em protesto contra a ocupação. Eles devem comparecer de branco em apoio ao reitor, Timothy Mulholland.

Assembléia de professores

Nesta quinta-feira será a vez dos professores da universidade se reunirem em assembléia para discutir a crise. Segundo a presidente da Associação dos Docentes da UnB (ADUnb), Rachel Nunes, a entidade não pretende tomar partido nem dos estudantes, nem da reitoria, mas sim ajudar nas negociações. A ADUnB quer garantir o diálogo para que a UnB volte a funcionar normalmente, declarou.

Acomodação dos estudantes

Apesar do embate físico entre estudantes e segurança na última segunda-feira, pouca coisa do patrimônio da universidade foi danificado. A única coisa que quebrou foi uma porta na reitoria na hora que a gente estava entrando, mas já prometemos fazer uma vaquinha para pagar, confessa a estudante de enfermagem Luana Alves.

No gabinete do reitor, colchonetes e barracas ocupam o chão e um caixão usado durante uma das manifestações para promover o enterro simbólico do reitor está exposto sobre a sua mesa.

O início das manifestações na universidade foi puxado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), que conta com alguns filiados do PSTU e do PSOL nos seus cargos, mas tomou proporções maiores do que se esperava e passou a ser dirigido pelos próprios alunos com uma estrutura de hierarquia horizontal e sem líderes. 

(Com informações de Eduardo Braga)

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