Acesso a bens e serviços como energia elétrica, telefone, internet e computador quase dobrou entre 2004 e 2009

O crescimento econômico dos últimos anos, resultando numa melhoria na renda per capita da população, levou ao aumento no consumo de produtos e serviços, segundo dados do Relatório Síntese dos Indicadores Sociais 2010, divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Brasil, em 2009, 21,1% dos domicílios tinham simultaneamente energia elétrica, telefone fixo, internet, computador, geladeira, TV em cores e máquina de lavar. Em 2004, eram 12%, destaca o IBGE, indicando uma melhoria nas condições de vida e de conforto nos domicílio brasileiros.

De acordo com o levantamento, a proporção de domicílios com acesso à internet, por exemplo, teve um crescimento expressivo de 2004 a 2009, passando de 14,2% para 31,5%. No mesmo período, a posse de computador dobrou, alcançando 39,3% dos lares urbanos do País e mais de 45% dos domicílios nas regiões Sudeste e Sul.

Embora a região Norte apresente as menores proporções de domicílios com computador, foi nesta região que o indicador apresentou o maior crescimento proporcional, de 2004 a 2009, 175%, contra 96,6%, na região Sudeste, e 102,6%, na Região Sul.

O relatório elaborado com base em dados até 2009 indica a existência de outros itens como geladeira e TV em cores em mais de 96% dos domicílios no Brasil. Segundo o IBGE, para o item máquina de lavar roupa houve uma tendência de maior difusão nas regiões Sudeste e Sul do que nas demais regiões. No Brasil, metade dos lares possuía esse equipamento com proporções variando de 21,7%, na região Nordeste, a quase 70% nos lares da região Sul.

Em 1999, apenas 38% dos lares brasileiros tinham máquina de lavar roupa, proporção quase idêntica à verificada em 2004. O relatório avalia que o crescimento na posse desse bem ocorreu, em grande escala, nos últimos cinco anos, acompanhando o período de crescimento econômico do País.

O documento revela ainda que foram registrados avanços significativos também em outros indicadores relacionados com a qualidade de vida nos domicílios do País. Mas, apesar dos avanços nas condições de moradia, o IBGE destaca que ainda existe um longo caminho a ser percorrido para reduzir ainda mais as carências relacionadas às condições de moradia.

De acordo com o IBGE, em 2009 62,6% dos domicílios brasileiros eram atendidos, ao mesmo tempo, por rede de abastecimento de água, rede coletora de esgoto e coleta de lixo direta em comparação com os 57,2% registrados dez anos antes, em 1999.

Mas entre a população com rendimento médio de até meio salário mínimo per capita, o percentual não chegava à metade (41,3%) e subia para 77,5% entre os domicílios com mais de dois salários mínimos de rendimento domiciliar per capita. Em 2009, cerca de 60% das crianças com até 14 anos de idade (46,3 milhões) viviam em domicílios em que pelo menos um serviço de saneamento (água, esgoto ou lixo) não era adequado. Cerca de 5 milhões de crianças (10,9% do total de 0 a 14 anos) moravam em domicílios onde essas três formas inadequadas de saneamento existiam simultaneamente, percentual que chegava a 19,2% entre as crianças da região Nordeste.

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