Alimentação na infância cria hábitos para toda vida, diz nutricionista

Uma alimentação equilibrada é importante para manter a saúde em dia, mas em cada fase da vida é preciso reforçar o consumo de alguns nutrientes, e evitar o de outros. Na infância, a alimentação é crucial para os órgãos que estão se desenvolvendo a pleno vapor, assim como os tecidos e as funções motoras e neurológicas.

Agência Estado |

Já o consumo de carboidratos é essencial para o crescimento da criança, segundo a nutricionista Heloísa Guarita Padilha. Deve-se estabelecer aí a cultura da boa alimentação. “É nessa fase que se cria os hábitos alimentares.”

Até os 6 meses, o aleitamento materno é fundamental, continuando como alimento principal até os 2 anos. “Leva todos os nutrientes necessários, evita alergias e proporciona um desenvolvimento melhor”, afirma o nutrólogo e pediatra Fábio Ancona Lopez, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria. A partir dos 6 meses, é preciso fornecer complementação alimentar, em pequenas quantidades.

O aumento progressivo da quantidade de alimentos ajuda testar a tolerância da criança. O ideal é oferecer à criança alimentos com diferentes grupos de nutrientes, o tal “prato colorido”, o qual deve conter carboidratos, gorduras e proteínas, presentes em legumes, carnes e ovos. “Do total de calorias ingeridas, de 40% a 50% devem vir de carboidratos; de 30% a 35%, de gorduras, e o restante de proteínas.” Ainda, durante a infância, deve-se evitar o uso de muito óleo no preparo dos alimentos, assim como o consumo de gorduras saturadas e o excesso de sal e açúcar.

O pediatra, nutrólogo e diretor do Departamento de Nutrologia da Associação Brasileira de Nutrologia, Carlos Alberto Nogueira de Almeida, ressalta que, quando a criança para de mamar, não pode receber o leite de vaca, mas sim o de fórmula infantil. “O de vaca tem o teor de proteínas apropriado para um bezerro, mas não para uma criança. Não tem ferro suficiente e pode sobrecarregar o rim.”

Restrição

Almeida sugere evitar o consumo de produtos com aditivos químicos (como sucos de caixinha) e alimentos que possam causar alergia, como frutos do mar e morangos. “O mel também pode ficar para mais tarde, assim evita-se o risco de botulismo, um tipo de intoxicação alimentar.” Segundo ele, tudo o que não fizer parte do grupo de frutas, legumes, verduras, carnes, leites, ovos e cereais deve ter o consumo restrito a uma vez por semana.

Fabiana Caso

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