Aliança PT-PMDB é vital para o governo baiano

SALVADOR - Para se calcular o tamanho das dificuldades que o governador Jaques Wagner está enfrentando na sua articulação, é suficiente a mais recente investida do deputado federal petista Geraldo Simões. Ex-secretário da Agricultura, Simões foi retirado do cargo para permitir uma composição indispensável ao governo na Assembléia Legislativa e após estripulias políticas que ele mesmo cometeu em Itabuna, segundo o jornal Tribuna da Bahia.

Agência Nordeste |

Entende o parlamentar que o problema do governo é o PMDB e que Geddel Vieira Lima, a despeito dos 287 mil votos obtidos na eleição para deputado federal em 2006, só pôde fazer seu partido crescer na Bahia por ser ministro do presidente Lula. Temerariamente, afirma que um rompimento com o governo estadual faria o PMDB retornar à condição de nanico, exibindo as armas de uma guerra total.

A questão é que PT e PMDB dão a impressão de que fizeram um reles casamento de interesse e agora não vêem a hora de livrarem-se um do outro, especialmente o PT, enfim o maior responsável pela cisão no grupo com a decisão de disputar a Prefeitura de Salvador. Mas, do alto das suas responsabilidades e, por que não dizer, objetivos, Wagner e Geddel resistem.

O recente episódio do artigo do ministro, depondo os cargos ocupados no governo como uma forma de exibir sua transparência, teve resposta sossegada do governador, que pediu ajuda aos correligionários para debelar as chamas. De parte a parte, assertivas que remetem ao entendimento sem submissão, ao reconhecimento da força e do papel do parceiro numa aliança política.

É nesse clima que se insere a disputa pela presidência da Assembléia Legislativa. Já que não jogou pela janela os peemedebistas que, em diversas funções, colaboram com seu governo, Wagner sentiu-se no direito de apoiar a reeleição do deputado Marcelo Nilo, fazendo-o através da bancada do PT. Por outro lado, ao dizer que não sai para deputado em 2010, Geddel deixou mensagem cifrada para a composição ao Senado. Neste caso, sabe Wagner não pode abrir mão de um aliado na presidência do Legislativo.

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