Aliança PT e PMDB é uma situação de fato, diz Sarney

BRASÍLIA ¿ O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), chegou nesta quarta-feira para a reunião conjunta com deputados no Congresso Nacional reforçando que o jantar do dia anterior entre representantes do partido dele com o PT representou um estreitamento na aliança das duas legendas. ¿PMDB vem ocupando cargos no governo há oito anos, a aliança é uma situação de fato¿, avaliou Sarney.

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

Agência Senado
O presidente do Senado José Sarney
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), reforça o coro do líder da outra Casa afirmando que o partido quer mudar o atual peso na futura campanha da candidata do governo, a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff. De figurantes, os peemedebistas pleiteiam uma atuação como atores principais nas discussões programáticas nas eleições de 2010. "O PMDB é um partido forte, significativo, que quer participar como ator principal, alegou.

Apesar de Temer ser o nome mais cotado da sigla para ocupar o cargo de vice na chapa de Dilma, o deputado desconversou quando questionado sobre o assunto: o que definimos é que o vice seria do PMDB, mas não tem nome. Vice é circunstância política.

Michel Temer venceu pela terceira vez [a presidência da Câmara], porque sabe agregar. A candidatura de Dilma ganha o apoio da articulação de Temer e do PMDB para construir uma rede de apoio, analisa o vice-líder do PMDB, Rodrigo Rocha Loures.

Loures prevê que, depois de explicitada a aliança PT-PMDB, a oposição deve acelerar a articulação para fechar um apoio para o pleito do ano que vem. O deputado ainda alfineta a parte dissidente do conhecido racha do PMDB: depois do ato de ontem, os dissidentes vão ficar sem discurso. 

Já Temer mostrou que não haverá a pressão direta nos Estados para seguirem o apoio do partido em nível federal. Vamos tentar superar impasses, especialmente nos Estados. Temos um longo percurso pela frente. Onde não houver solução, iremos respeitas as diversidades locais, ponderou.

Compromisso

Na noite desta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva selou com o PMDB um pré-acordo eleitoral considerado essencial para o sucesso da campanha a ser liderada pela ministra da Casa Civil, em 2010. O acerto entre PT e PMDB é o primeiro entre as legendas aliadas ao governo.

O compromisso prevê um peemedebista como vice na chapa de Dilma, a incorporação do PMDB à coordenação da campanha e a participação do partido na elaboração do programa de governo da candidata, que atualmente está atrás da oposição nas pesquisas de intenção de voto.

Ficou definido também que o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e a presidente interina, Iris de Araújo (GO) serão os nomes aliados que farão parte do núcleo de campanha da ministra.

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