Os deputados da base aliada conseguiram manter na medida provisória 443 - que permite que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal comprem participação em instituições financeiras - a criação da Caixa Investimentos SA, empresa ligada à CEF, em votação no plenário da Câmara. Essa foi a primeira votação nominal na sessão, das duas que deverão acontecer na sessão de hoje.

O placar registrou 249 a favor da manutenção do texto, 75 contrários e uma abstenção.

Nas negociações com o relator, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), a oposição (PSDB, DEM e PPS) tentou, em um primeiro momento, retirar do texto a criação da empresa, mas não conseguiu. Depois, tentou limitar a atuação da CaixaPar para evitar que ela comprasse empresas de construção civil. O relator, chegou a prometer que deixaria claro no texto que a CaixaPar só poderia entrar em empreendimentos específicos, chamados de Sociedades de Propósito Específico, mas, quando apresentou seu parecer, a oposição protestou apontando omissão da restrição.

João Paulo se defendeu afirmando que o Conselho Monetário Nacional já determina que os investimentos desse tipo de banco não podem ser majoritários. "A CaixaPar vai poder comprar empresas de gravata à chapéu. Ela poderá investir no que quiser", afirmou o líder do PSDB, José Aníbal (SP). Até agora, os deputados governistas conseguiram manter o texto do relator sem alterações.

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