Aliado do governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), que teve o mandato cassado ontem, o presidente da Assembleia Legislativa, Carlos Henrique Gaguim, do mesmo partido, assumiu hoje o governo interinamente e já tem praticamente garantida a continuidade no cargo, em eleição indireta que deverá acontecer na segunda semana de outubro. Durante a posse, Gaguim lançou-se candidato ao mandato tampão, com apoio da maioria dos deputados estaduais.

À tarde, encaminhou à Assembleia o projeto de lei que regulamenta o pleito indireto. Além de serem os únicos eleitores, os 24 deputados estaduais também vão decidir quem pode e quem não pode ser candidato.

O projeto de lei que fixa as regras das eleições tira dos partidos a prerrogativa de escolherem os candidatos em convenção e transfere para os deputados a atribuição de inscreverem as chapas na Mesa Diretora da Assembleia. A votação será nominal e secreta. Até agora, Gaguim é o único concorrente ao governo.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou os mandatos de Miranda e do vice, Paulo Sidnei Antunes (PPS), por abuso do poder político nas eleições de 2006. A realização de novas eleições foi determinada porque Miranda elegeu-se no primeiro turno, com mais de 50% dos votos. No entanto, como faltam menos de dois anos para o fim do mandato, o tribunal determinou o pleito indireto. Cabe ao Legislativo estadual fixar as normas para a votação.

Nesta tarde, Gaguim anunciou a maior parte dos nomes dos novos secretários, entre eles o senador Leomar Quintanilha, outro peemedebista aliado do governador cassado e do interino.

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