Algas deixam água de São Paulo com gosto e cheiro ruins

SÃO PAULO - Lavar as mãos, tomar banho, beber água ou um simples cafezinho virou um tormento para quase 4 milhões de moradores das regiões sul e leste de São Paulo que estão recebendo água com cheiro e sabor ruins provocados por algas que se proliferam na Represa do Guarapiranga.

Redação com Agência Estado |

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O fenômeno foi causado pelo longo período com pouca chuva e pelo despejo de esgoto, do qual as algas se alimentam. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) assegurou que a água não faz mal à saúde.

De acordo com a empresa, não há prazo para que seja eliminado, mas alguns processos de tratamento da água foram alterados para minimizar o desconforto e o monitoramento das águas da represa foram intensificados. 

A alga é uma cianobactéria, que libera uma toxina chamada geosmina. No caso da Guarapiranga, informa a Sabesp, o nome correto é metilisoborneol, apelidada de MIB. É do tamanho de um minúsculo grão de areia e não faz mal à saúde. A água é segura para consumo. "O cheiro e o sabor aparecem após o tratamento dado com aplicação de carvão ativado em pó e permanganato de potássio", explicou o gerente da Unidade de Tratamento de Água da companhia, Márcio Savoia.

De acordo com a Sabesp, a Bela Vista, na região central, foi afetada porque houve um remanejamento entre os sistemas de abastecimento da capital paulista: a região recebeu água do Sistema Guarapiranga, enquanto Paulista e adjacências são abastecidas pelo Sistema Cantareira. "Esclarecemos, no entanto, que essa água, apesar de diferente, não traz riscos à saúde da população. É importante que se ressalte isso, pois tomamos todos os cuidados para garantir que o produto seja sanitariamente seguro para o consumo humano, cumprindo todas as leis e tendo até mesmo certificados de laboratórios de análise com padrões ISO de qualidade", informou a empresa, por meio de nota oficial.

De acordo com a pesquisadora Célia SantAnna, do Instituto de Botânica da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, é necessário controlar a quantidade de algas na água. A geosmina não é tóxica, mas indica que a qualidade da água nos reservatórios não está boa e que a quantidade de algas precisa ser controlada, já que elas produzem outras substâncias, como as toxinas, que causam danos à saúde, explica ela.

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