SÃO PAULO ¿ Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella, que morreu no dia 29 de março ao ser jogada do 6º andar do prédio em que o casal mora, apresentaram algumas contradições e foram lacônicos nos depoimentos prestados na sexta-feira, no 9º Distrito Policial, localizado na zona norte de São Paulo. As informações são do ¿Jornal Hoje¿ da TV Globo. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/19/caso_isabella_menina_ja_chegou_ferida_ao_apartamento_1279088.htmlIsabella já chegou ferida ao apartamento, revela laudo http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/19/caso_isabella_avo_e_tia_devem_prestar_depoimento_as_16h_1279144.htmlDepoimentos de pai e irmã de Isabella são adiados http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/19/influencia_do_caso_isabella_sobre_criancas_preocupa_pais_e_especialistas_1278903.htmlInfluência do caso sobre crianças preocupa pais e especialistas

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Segundo o jornal, ao ser questionada sobre as manchas de sangue encontradas no carro do casal, Anna Carolina disse que desconhecia o fato. Ela teria dito apenas desconheço sem se estender mais sobre o assunto. A mesma resposta teria sido dada para o ferimento na testa de Isabella.

Ainda, de acordo com a polícia, Anna Carolina demonstrou frieza durante o depoimento. Já Alexandre chorou bastante. Os dois foram indiciados pela polícia por homicídio doloso (com intenção de matar), triplamente qualificado, pela impossibilidade de defesa da vítima, motivo torpe e cruel.

Sangue no carro

A decisão da polícia baseou-se em provas técnicas e contradições nos depoimentos . Laudos realizados pelo Instituto de Criminalística (IC) revelaram que havia sangue no carro de Alexandre, no apartamento do casal e no sapato de Anna Carolina.

A polícia sabia, desde o início das investigações, que havia sangue no carro de Alexandre , mas preferiu manter a informação em sigilo para não atrapalhar o encaminhamento do caso e confundir a defesa do casal. Durante a investigação, chegou até mesmo a anunciar que não era sangue a mancha encontrada no veículo.

De acordo com a polícia, havia sangue no encosto do banco do motorista, no assoalho do veículo e na lateral da cadeirinha de bebê. No apartamento, o sangue teria sido encontrado do hall de entrada até o quarto dos filhos do casal. Exames confirmaram que o sangue é de Isabella Nardoni.

A prisão preventiva do casal deve ser pedida até a terça-feira.

Os depoimentos

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O depoimento de Anna Carolina, tomado pelos delegados Calixto Calil e Renata Pontes, começou por volta das 20h de sexta-feira e terminou à 0h50 de sábado. 

O interrogatório foi bem mais curto do que o prestado por seu marido. Alexandre Nardoni prestou depoimento por cerca de oito horas . A polícia descartou a realização da acareação entre os dois. 

Neste sábado, Antônio e Cristiane Nardoni, avô e tia da menina Isabella, prestam depoimento na mesma delegacia sobre o caso. 

Segurança reforçada

A chegada de Alexandre e Anna Carolina à delegacia, na sexta-feira, foi bastante tumultuada e sob forte esquema de segurança. Os dois chegaram em uma viatura da polícia e a madrasta de Isabella chorava. ( veja vídeo abaixo

Em cartas ( veja a íntegra aqui ), divulgadas no dia 3 de abril, o casal afirmou ser inocente. Nesta sexta-feira, o advogado de defesa da família Nardoni, Ricardo Martins, pediu mais uma vez para que não tenha prejulgamento. "Só tenho uma coisa a dizer, não julguem para que não sejam julgados. É um absurdo ter que contratar seguranças para que a casa não seja invadida", enfatizou Martins, acrescentando que a situação é humilhante e desesperadora para a família. 

Rua fechada

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Na delegacia, a rua foi fechada para o tráfego de veículos e grades foram colocadas para que a multidão e jornalistas ficassem longe da porta de entrada do distrito. No local, em que ficou a imprensa, tendas e quatro banheiros químicos foram instalados.

No momento em que o casal chegou à delegacia, populares pediram por justiça. Anna Carolina chorava muito quando deixou a viatura da polícia que levou o casal ao distrito.

Segundo informações do supervisor do Grupo de Operações Especiais (GOE), Luís Antônio Pinheiro, o esquema foi montado para garantir o trabalho da imprensa e a segurança dos moradores da região.

A operação de segurança no 9º DP contou com 11 viaturas do GOE, 16 policiais do GOE e 15 da Polícia Militar (PM), além de voluntários.

O caso

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Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".

(*com reportagem de Lectícia Maggi, Luciana Fracchetta e Gregório Russo)

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