SÃO PAULO - Alexandre Nardoni, pai da menina Isabella, morta ao ser jogada do 6º andar do edifício London no dia 29 de março prestou depoimento sobre o caso nesta sexta-feira, no 9º Distrito Policial, localizado no bairro do Carandiru, zona norte de São Paulo.

Enquanto Alexandre falava com os delegados, Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella, esperava em outra sala. Se a polícia entender que ainda há contradições, será feita uma acareação. Os advogados de defesa e o promotor do caso, Franscico José Taddei Cembranelli e Aldo Galeano, delegado do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), acompanham os depoimentos.

Durante o depoimento, eles ouvirão da polícia todos os fatos apurados até agora e serão lembrados que hoje seria aniversário de Isabella. Uma fita com imagens da investigação também deve ser mostrada a eles.

Os laudos do Instituto Médico Legal (IML) já estão com a polícia e vão ajudar no interrogatório. Até o momento, segundo fontes policiais, Alexandre responde a todas as perguntas. A polícia já ouviu 58 pessoas sobre o caso. 

Segurança reforçada

A chegada de Alexandre e Anna Carolina Jatobá à delegacia foi bastante tumultuada e sob forte esquema de segurança. Os dois chegaram em uma viatura da polícia e a madrasta de Isabella chorava. (veja vídeo abaixo) 

Em cartas ( veja a íntegra aqui ), divulgadas no dia 3 de abril, o casal afirmou ser inocente. Nesta sexta-feira, o advogado de defesa da família Nardoni, Ricardo Martins, pediu mais uma vez para que não tenha prejulgamento. "Só tenho uma coisa a dizer, não julguem para que não sejam julgados. É um absurdo ter que contratar seguranças para que a casa não seja invadida", enfatizou Martins, acrescentando que a situação é humilhante e desesperadora para a família. 

Rua fechada

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Na delegacia, a rua está fechada para o tráfego de veículos e grades foram colocadas para que a multidão e jornalistas fiquem longe da porta de entrada do distrito. No local, em que está a imprensa, tendas e quatro banheiros químicos foram instalados.

Cerca de 60 pessoas estão no local. No momento em que o casal chegou à delegacia, elas pediram por justiça. Anna Carolina chorava muito quando deixou a viatura da polícia que levou o casal ao distrito.

Segundo informações do supervisor do Grupo de Operações Especiais (GOE), Luís Antônio Pinheiro, o esquema foi montado para garantir o trabalho da imprensa e a segurança dos moradores da região. "O trânsito local é permitido", afirmou Pinheiro.

A operação de segurança no 9º DP conta com 11 viaturas do GOE, 16 policiais do GOE e 15 da Polícia Militar (PM), além de voluntários.

O caso

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Isabella era filha do consultor jurídico Alexandre Alves Nardoni e da bancária Ana Carolina Cunha de Oliveira. A cada 15 dias, ela visitava o pai e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto.

No sábado, dia 29 de março, a garota foi encontrada morta no jardim do prédio em que o pai mora. A polícia descartou desde o princípio a hipótese de acidente. O delegado titular do 9º Distrito Policial Carandiru, Calixto Calil Filho, declarou que Isabella foi jogada da janela do apartamento por alguém.

O delegado destacou o fato de a tela de proteção da janela do quarto ter sido cortada e de ninguém ter dado queixa de desaparecimento de pertences no local.

O pai teria alegado à polícia que um homem invadiu o seu apartamento. Ele e Anna Carolina afirmam ser inocentes e, por meio de cartas, disseram esperar que "a justiça seja feita".

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Isabella em vídeo

OPINIÃO

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