Alerj julga cassação de Álvaro Lins na próxima terça-feira

RIO DE JANEIRO ¿ O plenário da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) vai votar na próxima terça-feira, em sessão ordinária, o projeto de cassação do mandato do deputado estadual Álvaro Lins (PMDB). A votação será secreta. Para que a cassação seja aprovada, o projeto de resolução precisa de, no mínimo, 36 votos favoráveis.

Redação |

Wilton Junior/ AE
Álvaro Lins é preso em flagrante no Rio
Nesta terça-feira, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Alerj decidiu, por unanimidade, recomendar a aplicação da pena de perda de mandato do deputado Álvaro Lins (PMDB). De acordo com o relator do processo, deputado Audir Santana (PSC), todas as informações apresentadas pelo Ministério Público Federal e colhidas pelo conselho comprovam a quebra de decoro.

Todos os membros do conselho tiveram o mesmo entendimento e eu não tenho dúvidas de que houve quebra de decoro parlamentar. O que julgamos aqui é o mérito político e é indispensável proteger o interesse da sociedade em preservar o Poder Legislativo. Para isso, não podemos nos curvar diante de nenhum outro objetivo de ordem individual, afirmou o deputado.

Presidente do Conselho de Ética, o deputado Paulo Melo (PMDB) destacou que o dever da comissão foi desempenhado, mas lembrou que a decisão final é tomada no plenário.

Nós cumprimos com o papel que nos foi concedido, mas nossa decisão não é soberana. O projeto de resolução com a recomendação do conselho tem que ir a plenário, onde a votação é secreta, frisou.

Concordando com o presidente do conselho, o relator do processo também destacou a importância do voto no plenário.

Embora o voto seja secreto, cada um precisa fazer seu juízo de valor como representante da população, sublinhou.

Prisão

O deputado Álvaro Lins foi acusado pelo Ministério Público Federal de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, facilitação de contrabando e corrupção passiva. Lins foi preso pela Polícia Federal, no dia 29 de maio, durante a operação Segurança Pública S/A.

Por ter imunidade parlamentar, o deputado conseguiu o relaxamento de sua prisão decidido pela Alerj que, baseada no Regimento Interno e na Constituição, entenderam não haver legalidade na manutenção da prisão. Após receber os autos do inquérito, a Corregedoria elaborou um relatório indicando a quebra de decoro parlamentar que foi enviado, pela Mesa Diretora, ao Conselho de Ética.

Veja também:

Leia mais sobre: Alerj  - Álvaro Lins

    Leia tudo sobre: alerjrioálvaro lins

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG