Alerj discute amanhã prisão de deputado do DEM

O presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, convocou para amanhã uma reunião extraordinária da Mesa Diretora da Casa com integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar para discutir a prisão do deputado Natalino José Guimarães (DEM), acusado de comandar um grupo de milicianos na zona oeste da capital fluminense. Os deputados receberão amanhã da Polícia Civil os autos com o relato das circunstâncias da prisão.

Agência Estado |

Se a CCJ entender que a prisão de Guimarães é ilegal, invocando a imunidade parlamentar, o plenário da Alerj, que está em recesso, poderá ser convocado para votar a libertação dele. Foi o que aconteceu quando o deputado estadual Álvaro Lins (PMDB) foi preso em flagrante pela Polícia Federal (PF), em maio, sob a acusação de lavagem de dinheiro. Lins só passou uma noite na cadeia.

"Os flagrantes (de Lins e Guimarães) são diferentes. Agora, trata-se de uma prisão em flagrante até com troca de tiros", afirmou o corregedor da Casa, Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), que votou pela libertação do deputado estadual do PMDB do Rio, mas pediu a cassação dele. Deputados avaliaram hoje que, dificilmente, a Casa se esforçará para libertar o deputado estadual do DEM do Rio, que não goza da mesma influência política de Lins e incomoda os parlamentares há algum tempo.

"A Assembléia não pode fazer o papel do Judiciário e se antecipar, como fez no caso de Lins", defendeu o deputado Marcelo Freixo (PSOL), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias, que reunia informações sobre esses grupos na zona oeste da capital. O Diretório Regional do DEM anunciou que foi aberto um processo no Conselho de Ética do partido que pode terminar com a expulsão de Guimarães. O prefeito Cesar Maia (DEM) apoiou a prisão em flagrante e afirmou que a legenda havia requisitado dados à Justiça sobre o caso para estudar o desligamento dele.

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