Alerj decide não convocar sessão extraordinária para avaliar prisão de Natalino

RIO DE JANEIRO ¿ Os membros da Mesa Diretora, da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e do Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) decidiram nesta quarta-feira que não irão convocar uma sessão extraordinária para avaliar a prisão do deputado estadual Natalino Guimarães. Sendo assim, a sessão que irá deliberar sobre a manutenção da prisão do deputado será realizada somente no dia 05 de agosto, na volta do recesso parlamentar.

Redação |

  • Manifestantes protestam contra prisão de deputado estadual no Rio
  • Polícia faz operação para combater milícias na zona Oeste do Rio
  • Ministério Público confirma atuação de milícias na zona Oeste do Rio

    AE
    Deputado estadual Natalino Guimarães (DEM)
    A decisão foi tomada na reunião convocada em caráter extraordinário pelo presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani. No encontro, os convocados avaliaram os autos da prisão em flagrante de Natalino Guimarães encaminhados a Casa pela Polícia Civil.

    Se, em agosto, a CCJ entender que a prisão foi ilegal, o caso será levado ao plenário, que por maioria simples poderá determinar a libertação do deputado. Até lá, salvo decisão em contrário da Justiça, Natalino permanecerá na prisão.

    Ainda nesta quarta-feira, o presidente da CCJ da Alerj, Paulo Melo, irá ao presídio Bangu 8, na companhia de outros parlamentares, para verificar as condições em que se encontra Natalino.

    O deputado estadual assisitu hoje, na condição de réu preso, a audiência do processo a que responde por formação de quadrilha armada no Tribunal de Justiça do Rio. Natalino pediu dispensa do depoimento e permaneceu na audiência somente para ouvir o interrogatório de Fábio Pereira de Oliveira, o Fábio Gordo, que também foi preso na segunda-feira, e de duas testemunhas de defesa do vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, irmão do deputado estadual, preso sob a mesma acusação.

  • Em seu depoimento, Fábio Gordo disse que não freqüenta a casa de Natalino e, no momento da prisão, ia visitar a mãe, que mora no mesmo bairro do deputado. Ele disse também que trabalhou no gabinete do parlamentar em 2007. A próxima audiência está marcada para sexta-feira.

    Expulsão do partido

    O diretório regional do DEM encaminhou nesta quarta-feira ao diretório nacional do partido o caso envolvendo a prisão do deputado estadual Natalino Guimarães. Os integrantes da legenda irão decidir se o parlamentar será expulso ou não do partido. Natalino foi preso em flagrante em sua casa nesta segunda-feira. Ele é acusado de comandar a milícia Liga da Justiça, que atua em Campo Grande, zona Oeste do Rio.

    Diante da gravidade deste fato, o caso foi encaminhado ao diretório nacional do DEM. O partido vai indicar um relator, que deverá ser o senador Demóstenes Torres, para avaliar a situação. Se a Assembléia Legislativa do Rio mantiver a prisão do deputado, nós iremos expulsá-lo da legenda sumariamente. Se o deputado for liberado, nós iremos cumprir o regimento do partido dando ampla proteção a ele, disse o deputado federal Rogério Lisboa, diretor regional do DEM no estado do Rio. 

    Secretário de Segurança Pública

    O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, afirmou nesta terça-feira, em entrevista coletiva, que grande parte da quadrilha miliciana carioca está desarticulada. A afirmação foi feita após a prisão em flagrante do deputado Natalino Guimarães, na zona Oeste do Rio.

    Esse foi um duro golpe na milícia do Rio. Foram presas peças importantes desse quebra-cabeça. Mas existe ainda muito trabalho pela frente, disse Beltrame.

    O secretário afirmou que a operação foi apenas mais uma etapa de um trabalho que vem acontecendo há muito tempo. Segundo ele, são cinco meses desde a abertura do inquérito.

    Acreditamos que a atuação da milícia na zona Oeste esteja caminhando para o fim. Hoje tivemos mais um desdobramento dessa operação, afirmou o secretário.

    De acordo com levantamentos, no período de junho de 2006 a junho de 2008, a Polícia Civil conseguiu reduzir em 50% o número de homicídios na região de Realengo, Bangu e Campo Grande.

  • Veja também:

    Leia mais sobre: milícias no Rio


    • Leia tudo sobre: alerjmilíciamilíciasprisãorio

      Notícias Relacionadas


        Mais destaques

        Destaques da home iG