Alerj decide manter prisão de deputado acusado de comandar milícia no Rio

RIO DE JANEIRO ¿ O plenário da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) decidiu, por 43 votos a cinco, manter a prisão do deputado estadual Natalino Guimarães. O parlamentar foi preso em flagrante em sua casa no dia 21 de julho e está detido no Complexo Penitenciário Bangu 8. Ele é acusado de comandar a milícia ¿Liga da Justiça¿, que atua em Campo Grande, zona Oeste do Rio. Natalino responderá pelos crimes de formação de quadrilha, tentativa de homicídio e porte ilegal de armas.

Redação |

AE
Deputado estadual Natalino Guimarães
Nesta terça-feira, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj decidiu, por cinco votos a dois, acompanhar o parecer do relator, deputado Luiz Paulo (PSDB), pela manutenção da prisão do deputado Natalino Guimarães. No entanto, a decisão só poderia ser tomada após votação em plenário.

Em seu discurso, Luiz Paulo listou as razões que o levaram a defender a manutenção da custódia. Segundo ele, a comprovada presença de pessoas armadas, algumas delas respondendo pelos mesmos crimes pelos quais o parlamentar é acusado, justifica e dá embasamento à prisão em flagrante, o que fez com que ele optasse por não questioná-la.

Além do fato de que existe um processo no Órgão Especial do Tribunal de Justiça contra o deputado por formação de quadrilha armada e a comprovada existência de dois ou três funcionários do gabinete que foram presos, complementou o relator, cuja posição foi apoiada pelos deputados Inês Pandeló (PT), Átila Nunes (DEM), Alair Corrêa (PMDB) e Paulo Melo.

Os deputados Álvaro Lins e Domingos Brazão, ambos do PMDB, apresentaram votos em separado ¿ respectivamente pela revogação da prisão e pelo adiamento da decisão da CCJ, mas foram vencidos pela maioria.

Expulsão

A Executiva Nacional do partido Democratas decidiu nesta quarta-feira expulsar o deputado estadual Natalino Guimarães. O partido aprovou o relatório do senador Demóstenes Torres (GO) que pedia a cassação do deputado. Para o senador, pesou na decisão a prisão em flagrante de Natalino, na própria casa, durante suposta reunião da milícia. Os 16 integrantes da Executiva que estavam presentes na reunião em Brasília votaram pela cassação.

O irmão de Natalino, vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho (PMDB), já tinha sido preso pela mesma acusação. Segundo a polícia do Rio, o grupo, que movimenta cerca de 5 milhões de reais por mês, teria objetivos políticos, que incluíam a eleição de um senador com o apoio da milícia.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio recebeu denúncias de candidatos que foram impedidos de entrar em comunidades carentes e favelas do Rio, alegado ser determinação de traficantes e milícias que estariam fazendo campanha para candidatos concorrentes.

*com informações da Reuters


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