Em meio à crise entre os aliados mineiros do governo, o presidente da República em exercício José Alencar disse que buscará a unidade para garantir em Minas Gerais um palanque único de apoio a Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil. Ele suspendeu até mesmo as conversas sobre sua possível candidatura ao Senado ou mesmo ao governo do Estado para acalmar diversas correntes petistas e peemedebistas que travam guerra em Minas.

"Não sou candidato a nada. Sou um soldado que quer organizar uma unidade para dar sustentação ao palanque da candidata do presidente Lula", disse. "É o desprendimento que vai levar ao bom entendimento em Minas."

Pouco antes de embarcar para São Paulo, onde faz tratamento de combate ao câncer, Alencar ressaltou em telefonema, já dentro do avião, que, independentemente de uma candidatura, estará em campanha. Ele afirmou que dá atenção a todos os aliados mineiros que o procuram para apresentar logo uma candidatura. "Eles não param de me falar, de me procurar. Estou aberto, mas agora não sou candidato", disse. "Não posso ser candidato de mim mesmo, só posso ser candidato após uma convenção."

Alencar afirmou que ainda "está cedo" para definir uma candidatura. O registro deve ser feito até o dia 5 de julho, mas a partir do próximo dia 3 de abril ele não poderá, se quiser se candidatar, assumir a interinidade da presidência nas viagens internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pela legislação eleitoral o vice-presidente só pode se lançar candidato a outro cargo se a partir de 3 de abril não substituir o presidente da República na sua função.

A alternativa seria ele estar fora do País no período de viagem de Lula, para não assumir. A uma observação de que já no dia 12 de abril o presidente estará em Washington, nos Estados Unidos, Alencar brincou: "Tenho que ir a Cidade do Leste (Paraguai), se for o caso, para comprar um barbeador."

Saúde

Bem disposto e humorado, ele falou do tratamento de combate ao câncer. "Vou a São Paulo para mais um tratamento de rotina. Está dando certo. É quase um milagre", contou. "A Mariza (mulher dele), que está aqui ao meu lado me corrigiu: é um milagre", disse. "Essa corrente que se formou não apenas em Minas Gerais, mas em todo o Brasil, está a meu favor. Deus está nos ouvindo." Diante da insistência da pergunta sobre uma candidatura, ele respondeu: "Está muito longe. Quero agora a unidade para que o palanque da candidata do presidente Lula seja muito prestigiado."

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