O vice-presidente da República, José Alencar, lamentou hoje a série de denúncias sobre escutas clandestinas de autoridades. Em rápida entrevista após a posse do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), César Asfor Rocha, Alencar disse que o governo está engajado em combater o crime do grampo.

"Todos estamos engajados para dar um jeito nisso. Estamos obviamente muito tristes com esses acontecimentos", afirmou. "É um problema que não pode continuar e o governo está atento", completou. Alencar disse acreditar na punição dos envolvidos na escuta clandestina. "Não tenho dúvidas de que todos os criminosos que praticaram esse crime serão punidos convenientemente".

À exceção de Alencar, os representantes do governo na sessão do STJ evitaram comentar as denúncias de grampo em conversas telefônicas do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e o discurso do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, que disse existir no País um estado de"bisbilhotice".

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse não entender nada de escutas, esquivando-se dos jornalistas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que embarca hoje à noite para Belo Horizonte, e o ministro da Justiça, Tarso Genro, também evitaram dar entrevista.

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