Alencar diz que Dilma poderá ter dois palanques em Minas Gerais

SÃO PAULO (Reuters) - O vice-presidente da República, José Alencar, não descarta a possibilidade de a pré-candidata governista à sucessão presidencial, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), ter dois palanques de campanha em Minas Gerais, ideia que desagrada o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pode, pode acontecer sim, disse Alencar quando questionado por jornalistas sobre a possibilidade nesta terça-feira.

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"Se não for possível fazer uma unidade, por que não? Vamos enfrentar os dois palanques, não tem problema", acrescentou ele, após cerimônia de lançamento da pedra fundamental das futuras instalações do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica em Belo Horizonte.

A ideia da base aliada sair dividida na disputa eleitoral em alguns Estados desagrada o presidente Lula, que prefere que Dilma tenha palanque único nos Estados. Alencar, no entanto, avaliou que uma divisão em Minas não traria prejuízos à candidatura governista.

Recentemente apontado como uma candidatura ao governo mineiro que daria a Dilma um palanque forte em Minas Gerais, o vice-presidente, que é filiado ao PRB, reiterou que não pode lançar seu nome enquanto não estiver curado de um câncer na região abdominal.

"Eu não sou candidato a governador", disse. "Eu não posso, de forma alguma, colocar o meu nome como candidato se eu não estiver curado, se eu não estiver bem. E não é por causa da campanha não... É que eu tenho que estar seguro de que possa exercer o mandato", disse.

Ele, no entanto, evitou descartar completamente uma eventual candidatura e prometeu que trabalhará para que a base de apoio ao governo do presidente Lula esteja unida em Minas.

"Em política a gente não descarta nada, porque as coisas podem acontecer. Eu, por exemplo, minha saúde está indo muito bem, o tratamento tem sido um sucesso", disse.

Além de Alencar, outros nomes da base aliada têm sido cotados como possíveis candidatos ao Palácio da Liberdade.

Pelo PT disputam a pré-candidatura em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), também está no páreo.

Pela oposição, deve concorrer o vice-governador Antonio Anastasia, nome escolhido pelo governador Aécio Neves (PSDB)

(Por Eduardo Simões)

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