Alencar: devemos perder o medo de falar sobre câncer

O vice-presidente da República, José Alencar, pediu aos brasileiros nesta terça-feira que percam o medo de falar sobre câncer. Em bate-papo descontraído durante participação no programa Estúdio i, da Globo News, Alencar lembrou que a doença ainda é encarada como um tabu por muitas pessoas, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento.

Agência Estado |

"Vamos perder o medo de falar a palavra câncer", pediu Alencar. "O meu trabalho tem sido no sentido de que o câncer pode ser curado. Vamos perder o medo e discutir a doença."

O vice-presidente vem sendo submetido a tratamento contra câncer no abdômen, contra o qual luta desde 1997. Ele afirmou que conversa com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, sobre política públicas de tratamento ao câncer. "Todos devem ter o direito ao tratamento", reforçou.

Bem humorado, Alencar falou sobre o seu estado atual de saúde. "As coisas estão indo muito bem. No último exame que fiz, os médicos se animaram bastante. Houve uma redução substancial de todos os tumores", disse.

Energia positiva

O vice-presidente atribuiu mais uma vez sua melhora à "força positiva" emanada dos brasileiros. "A torcida e a força positiva têm sido muito importantes", reafirmou. "Isso é o que motiva o bom humor", completou. O vice-presidente recomendou aos pacientes da doença que pensem positivo sempre, mas que não sejam irresponsáveis. "Tem de encarar com normalidade, mas não deixando de fazer o tratamento", ressaltou.

Entre um elogio e outro dos telespectadores do programa, Alencar lembrou do tempo em que foi escoteiro e afirmou que a experiência o tem ajudado bastante no combate à doença. "Eu já expliquei para o presidente Lula. O escoteiro sorri na desventura. E é isso que tenho feito", disse.

Alencar comentou ainda sobre a sua paixão pelo Flamengo, seu clube do coração, e escalou de cor a formação do time na final do Campeonato Carioca de 1942, quando a equipe sagrou-se campeã. "Faço questão de decorar."

Questionado sobre se havia memorizado também a escalação do Nacional de Muriaé, clube da sua cidade natal, Alencar respondeu que não. Mas, sem dar tempo para uma nova pergunta, entoou, sorrindo, o hino do time, sob os aplausos dos comentaristas do programa.

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