Alencar defende programa de arma nuclear no Brasil

BRASÍLIA ¿ O presidente da República em exercício, José Alencar, defendeu nesta quinta-feira o desenvolvimento de um programa nuclear para que o Brasil ganhe ainda mais ¿respeitabilidade¿ no cenário geopolítico. Ele disse que a melhor maneira de reestruturar as Forças Armadas é reservar de 3% a 5% do PIB (Produto Interno Brasileiro) para aplicar no setor de Defesa.

Christian Baines, repórter em Brasília |


Alencar afirmou que o País precisa avançar no setor de energia nuclear para ser realmente forte. Ele usou o exemplo do Paquistão, nação muito pobre, mas que se senta à mesa com os países avançados por possuir armas nucleares.

O brasileiro é muito tranqüilo. Por exemplo, dominamos a tecnologia da energia nuclear. Nós dominamos, mas ninguém aqui toma alguma iniciativa para avançar, sabe. (...) É vantagem (ter arma nuclear)? Eu acho que é. Até do ponto de vista de dissuasão é importante. Não adianta. Nós temos que nos despertar. Para o Brasil ser um país realmente forte, tem que avançar nisso aí. Especialmente, para fins pacíficos, disse em conversa informal com jornalistas, no gabinete da Vice-Presidência.

Segundo Alencar, o governo deveria "carimbar" um percentual de seu Orçamento, como faz com o setor da Saúde e da Educação, para aplicar no setor da Defesa. Eu acho que alguma coisa de 3% a 5% daria muita força para o reaparelhamento do nosso sistema de defesa. O sistema de defesa tem que ser cuidado seriamente. Está abandonado há muito tempo.

O presidente em exercício usou a necessidade de defender as fronteiras do país e as reservas petrolíferas da camada do pré-sal para justificar o investimento militar.

Ter a arma nuclear utilizada como instrumento dissuasório é de grande importância para um país que tem 15 mil quilômetros de fronteira a oeste e tem um mar territorial. E agora esse mar do pré-sal, com 4 milhões de quilômetros quadrados de área. (...) Ninguém precisa duvidar, isso abre cobiça internacional, é obvio que abre, disse.

Alencar minimizou o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, acordo internacional do qual o Brasil é signatário e que veda a fabricação de armas nucleares, e reforçou que o País tem que se prevenir para o "dia de amanhã".

Sim, nós somos signatários, mas acho que isso é negociado, conversado. (...) Se nós estivéssemos nessas condições, você imagina o que seria o Brasil? A respeitabilidade do país cresceria muito. Tem aquela frase: 'A força é o direito. A justiça é o poder do mais forte'. (...) Agora, está tudo bem, mas nós não sabemos o dia de amanhã. E a prontidão tem um custo.

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