SÃO PAULO ¿ A quinta edição do festival internacional de fotografia Paraty em Foco, que começa hoje na cidade fluminense, traz este ano uma grande estrela da fotografia europeia contemporânea, a alemã Loretta Lux, que, aos 40 anos, já tem sua obra no acervo de importantes museus da Europa e dos Estados Unidos. Sua presença no festival vem confirmar o crescimento da presença feminina num meio cultural em que o olhar masculino é preponderante.

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Loretta Lux em autorretrato de 2007

Além de Loretta Lux, estão em Paraty outras profissionais da área que atestam essa mudança: a americana (de origem argentina) Alessandra Sanguinetti, a francesa Claudine Doury e as brasileiras Cláudia Jaguaribe e Rosangela Rennó.

Unidas pelo gênero, elas, no entanto, trabalham em diferentes direções. Se a fotografia de Loretta Lux está estreitamente vinculada à tradição pictórica europeia, as imagens de Alessandra Sanguinetti devem seu impacto às lições do fotojornalismo.

Ligada à agência Magnum Photos, fundada em 1947 por Cartier-Bresson e Robert Capa, Alessandra faz seus personagens transitarem entre o privado e o público, penetrando na intimidade de seus modelos com a desenvoltura dos grandes fotojornalistas do passado. Ela vai revelar como faz isso num workshop que será realizado amanhã durante todo o dia.

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"Colhendo Olivas", de Alessandra Sanguinetti

Esse é apenas um entre os 18 workshops programados pelo "Paraty em Foco", que cresce a cada ano. Foram 3 mil visitantes atraídos ao festival em 2008, número que deve chegar a 5 mil pessoas este ano, segundo o coordenador de programação Iatã Cannabrava. O evento, criado por Giancarlo Mecarelli, dono da única galeria de fotografia de Paraty, terá, além das oficinas, 20 exposições e 15 mesas de entrevistas.

"Uma novidade que será discutida no festival é a emergência de coletivos fotográficos no Brasil e no exterior", diz Cannabrava, anunciando a participação de brasileiros (dos coletivos CIA da Foto, Garapa e Lost Art), a vinda do grupo espanhol Pandora e de duas agências europeias que produzem o novo fotojornalismo: a francesa Vu (representada por Claudine Doury) e a holandesa Noor (criada há dois anos e representada pelo italiano Francesco Zizola).

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