O pré-candidato do PSDB à Prefeitura da Capital, Geraldo Alckmin, voltou a defender hoje que seu partido feche alianças com os aliados, incluindo o Democratas do prefeito e também pré-candidato nessas eleições, Gilberto Kassab. Apesar de defender as alianças partidárias, Alckmin reiterou que seu partido não deve abrir mão da cabeça de chapa.

"O PSDB, pela força do partido, é evidente que quer liderar a cabeça de chapa (na disputa) pela Prefeitura", destacou o ex-governador paulista, após deixar o velório do deputado Ricardo Izar, na manhã de hoje, na Assembléia Legislativa.

Alckmin demonstrou estar confiante na sua candidatura à Prefeitura, citando que na próxima segunda-feira, o Diretório Municipal da legenda irá referendar seu nome. "A Executiva (tucana) encaminhou minha candidatura, por unanimidade, ao Diretório Municipal. Decidido isso na segunda-feira, já estaremos nos debruçando na questão do programa de governo", disse. A respeito da impossibilidade de uma aliança com os Democratas no primeiro turno, em razão do prefeito Kassab demonstrar também que não pretende abrir mão de seu nome como cabeça de chapa, o ex-governador destacou: "Respeitamos os partidos e ainda há o segundo turno." E reiterou: "Sempre há possibilidade de alianças e nós vamos fazer alianças, se Deus quiser."

Depois de deixar o velório, Alckmin disse que Ricardo Izar era muito trabalhador, veterano na política e teve papel importante na presidência do Conselho de Ética da Câmara, conduzindo o processo que recomendou a cassação de 12 deputados por quebra de decoro parlamentar, no caso que ficou conhecido como o escândalo do mensalão. O senador Romeu Tuma (PTB-SP), que também compareceu ao velório, disse que ficou surpreso com a morte repentina de Izar. Além de citar o bom trabalho que ele fez na política, Tuma frisou: "O stress permanente e as convulsões políticas e administrativas na Câmara e no Senado vão destruindo a pessoa aos poucos, não há quem agüente."

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