Alckmin promete cumprir o mandato até o fim

O candidato do PSDB à Prefeitura da capital paulista, Geraldo Alckmin, disse hoje, durante sabatina realizada pelo Grupo Estado , que se for eleito em outubro vai permanecer no cargo por quatro anos. Eu quero ser prefeito de São Paulo e ficarei muito honrado se puder ter essa oportunidade.

Agência Estado |

Tenho certeza de que posso ser um bom prefeito de São Paulo", disse. "Sou o único dos candidatos que não precisaria ser prefeito para ser candidato a governador", ironizou.

Ele ressaltou que o governo municipal é o que está mais próximo da população e o que mais pode fazer para melhorar a vida das pessoas. "Por 12 anos trabalhei no governo do Estado. Na prática, quem vai lá e executa é o governo local", admitiu. "O governo federal é uma coisa distante. O Brasil é um País continental com visão centralizadora. Isso é um problema."

Ao falar das eleições gerais de 2010, disse que o PSDB tem boas chances de chegar à Presidência da República. E garantiu que irá apoiar o candidato de sua legenda. "Em relação a 2010, vou apoiar o candidato do meu partido. A minha vitória em São Paulo ajuda o José Serra (nas eleições presidenciais) e fortalece o PSDB em São Paulo. Apoiei o Serra em todas as outras eleições e meu apoio foi decisivo em 2004 (nas eleições municipais)", lembrou. E completou: "O apoio dele agora é superimportante. Vou apoiá-lo em 2010, vou apoiar o candidato do meu partido, e espero que seja o Serra."

Alckmin voltou a desconversar sobre a divisão interna de seu partido e disse que o PSDB não está rachado, apesar de quadros tucanos, sobretudo da Câmara dos Vereadores, terem manifestado apoio ao atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM). "O PSDB já está unido e vai estar unido. Pode ter uma lasquinha (de divisão), coisa de menor relevância", declarou.

Propaganda do PT

Alckmin atribuiu a larga vantagem de Marta Suplicy nas pesquisas eleitorais à propaganda do Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo ele, a população só começa a se interessar pelas eleições depois do dia 7 de Setembro, e, portanto, esse resultado não é definitivo. "Se você perceber, no Brasil inteiro o PT teve crescimento. Eu acho que o resultado da eleição em 5 de outubro será bem diferente. É um processo dinâmico, que vai mudando", afirmou.

"A eleição ainda está fria. Vimos uma quantidade enorme de propaganda na rua do PT, peruas, pessoas, visitas de casa em casa. As pessoas foram influenciadas pela propaganda. Isso não é voto definitivo", acrescentou. Alckmin admitiu que o PT tem força na capital paulista, mas avalia que a votação de Marta deve ser menor. "O voto do PT é menor. Nas pesquisas, estava em 41%, agora está em 39% e vai reduzir mais. O PT tem força em São Paulo, mas é menor", declarou.

Além disso, ele acredita que a transferência de votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para Marta já aconteceu e não tem grande efeito. "O presidente tem todo o direito de apoiar a candidata de seu partido. Não há nenhum fato novo, há quatro anos já fez isso. Não teve efeito nenhum, (Marta) perdeu a eleição (a reeleição em 2004). O impacto do apoio do presidente Lula já ocorreu", disse.

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