Alckmin comemora pesquisa e vai atrás de apoios

A partir de quarta-feira, Geraldo Alckmin deixará de ser secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo e vai se dedicar a costurar uma aliança mais ampla para a disputa do governo. Ele será o candidato do PSDB e deve ter o apoio do DEM, do PPS e de parte do PMDB. O tucano ainda pretende incluir nesta coligação o PTB e o PSC.

Marcelo Diego, iG São Paulo |

AE
Geraldo Alckmin
Alckmin, candidato ao governo

Apoio de partidos significa, entre outras coisas, mais tempo no horário gratuito de TV e rádio, além de contar com palanques de candidatos a deputado estadual, a deputado federal, cabos eleitorais e infra-estrutura maior em todo o Estado. O PSDB negocia um acordo que, se selado, dará o cargo de vice ao DEM e uma das vagas da chapa para a disputa do Senado ao PMDB.

A outra será dos próprios tucanos - dois senadores serão eleitos em outubro por Estado. Os outros partidos devem ser contemplados em um futuro governo, em caso de vitória de Alckmin.

O ex-governador (esteve a frente do Palácio dos Bandeirantes de 2001 a 2006) é, segundo o instituto de pesquisas Datafolha, líder da disputa. Ele aparece a frente da corrida com 53% das intenções de voto, de acordo com levantamento divulgado pelo Datafolha nesta segunda-feira.

O senador Aloizio Mercadante (PT) aparece com 13%, em segundo lugar. O Datafolha fez o levantamento também com o nome de outro senador petista, Eduardo Suplicy. Nesse cenário, Alckmin tem 49%, contra 19% do petista. Mas ainda nesta segunda Suplicy desistiu de sua pré-candidatura em favor de Mercadante.

"Eu acho que as coisas estão caminhando para um importante entendimento em torno de um grande programa e estou muito animado, entusiasmado com essa possibilidade de trabalhar efetivamente pelo Estado", disse Alckmin. Em 2008, ele disputou e perdeu a eleição para prefeito de São Paulo, em um movimento que rachou o PSDB de São Paulo. Na época foi criticado por setores do partido que entendiam que deveria ser facultado apoio ao prefeito Gilberto Kassab (DEM), que acabou eleito. Uma das vozes cr íticas foi a do vice-governador tucano Alberto Goldman.

Nesta segunda-feira, Goldman disse que neste momento, o melhor candidato é Alckmin, mas não detalhou o por quê de frisar o momento atual. "Vamos estar todos juntos para trabalhar por São Paulo, minimizou Alckmin.

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