Álbuns de rock e pop que marcaram esta década:

RADIOHEAD, "Kid A" - 2000

(Número um na lista de 100 melhores álbuns da década da revista Rolling Stone, número dois na lista de 20 melhores álbuns da década da Billboard, número 14 da lista de 100 melhores álbuns da década da NME).

A sonoridade ampla e experimental de "Kid A" marcou uma mudança no estilo que marcou os primeiros anos do Radiohead.

Foi o primeiro álbum da banda a alcançar o primeiro lugar nos Estados Unidos, embora possa ser classificado como qualquer coisa menos comercial, contando com as tradicionais ferramentas do rock e influências que vão do jazz à música clássica.

"'Kid A' é como usar uma borracha gigante e começar tudo de novo", disse Thom Yorke, líder do Radiohead, à Rolling Stone em outubro de 2000.

THE STROKES, "Is This It?" - 2001

(Número um da lista de 100 melhores da NME, número dois da lista de 100 melhores da Rolling Stone, número três da lista de 20 melhores da Billboard)

O sucesso instantâneo da banda de indie rock The Strokes os transferiu de um porão escuro para o estrelato, em um verdadeiro conto de fadas passado em Nova York.

Sua angústia urgente refletiu bem o caos de espírito da cidade no pós 11 de setembro de 11. Músicas marcantes como "Hard to Explain" e "Last Nite" trazem ecos de grupos como The Stooges e Television, e conquistaram imediatamente o público.

EMINEM, "Marshall Mathers LP" - 2000

(Número sete da lista de 100 melhores da Rolling Stone, artista da década da Billboard)

De assassinatos imaginados a auto-mutilações e vício em drogas, Eminem, um jovem homem branco raivoso, mostrou ao mundo seu lado negro no disco mais emblemático de sua carreira, confirmando seu lugar no panteão dos talentos mais criativos do rap.

As letras de suas músicas não agradaram algums das celebridades por ele insultadas - e até sua mãe o processou por calúnia e difamação. Enquanto os moralistas condenavam suas composições rudes e vulgares, sua virtuose musical é aclamada por muitos fãs e críticos.

BOB DYLAN, "Modern Times" - 2006

(Número oito da lista de 100 melhores da Rolling Stone)

O rosnado de Dylan voltou em sua melhor forma. Junto com "Love and Theft", lançado na fatídica data de 11 de setembro de 2001, "Modern Times" é um dos mais aclamados álbuns produzidos nesta década, e trouxe alegria para os muitos fãs do rei do folk.

Letras sensíveis acompanham blues dolorosos e belas melodias folk, que se encaixam perfeitamente. "Quase todas as músicas traçam a jornada americana do campo para a cidade, quando os tempos modernos tomavam o lugar da tradição antiga", escreveu a Rolling Stone na época de seu lançamento.

ARCADE FIRE, "Funeral" - 2004

(Número um da lista da Billboard de melhores álbuns da década, número seis da lista de 100 melhores da Rolling Stone, número sete da lista de 100 melhores da NME)

Enquanto o título macabro pode afastar mesmo o mais convicto gótico entre os adolescentes, quando a música começa a tocar é melhor se preparar para uma mistura muito viva de cordas, metais e xilofones.

No entanto, o som de "Funeral" passa muito longe de ser apenas uma gloriosa parede de música - são 15 músicos tocando nesta banda canadense, de enorme força emocional.

JAY Z, "The Blueprint" - 2001

(Número quatro na lista de 100 melhores da Rolling Stone, número 22 na lista de 100 melhores da NME, sexto lugar na lista de álbuns da década da Billboard)

Aclamado como um dos maiores álbuns de rap de todos os tempos, "The Blueprint" é um exemplo perfeito de música pop com alma.

Jay Z homenageia grandes estrelas da música americana como The Doors e Jackson 5, usando trechos de suas músicas para aumentar o poder de suas composições.

AMY WINEHOUSE, "Back To Black" - 2007

(Número cinco na lista de 20 melhores da Billboard, número 19 da lista de 100 melhores da Rolling Stone, número 27 na lista de 100 melhores da NME)

Com seu característico penteado de colméia, sua voz rascante e o conturbado histórico de drogas, álcool e internações, foi difícil passar 2007 sem ouvir falar de Amy Winehouse.

O soul glorioso de suas músicas rendeu a ela cinco estatuetas na 50 edição do Grammy Awards, recorde que só havia sido alcançado antes por divas como Lauryn Hill, Alicia Keys, Norah Jones, Beyoncé e Alison Krauss.

N'SYNC, "No Strings Attached" - 2000

(Álbum mais vendido da década segundo a Billboard)

A comportada boy band não existe mais, mas o álbum "No Strings Attached", lançado em 2000, produziu hits internacionais como "Bye Bye Bye", "It's Gonna Be Me" e "This I Promise You". Odiado pelos críticos de rock, o grupo bateu a marca de 10 milhões de cópias vendidas. É, ainda, o álbum mais vendido dos últimos dez anos - e Justin Timberlake ainda sobe aos palcos para manter seus fãs felizes.

ARCTIC MONKEYS, "Whatever People Say I am, That's What I'm Not" - 2006

(Número quatro da lista de 100 melhores da NME, número 41 da lista de 100 melhores da Rolling Stone, número 15 da lista de 20 melhores da Billboard)

Jogue em um caldeirão musical ingredientes de algumas das melhores e mais prestigiadas bandas britânicas de todos os tempos - The Beatles, The Kinks, The Smiths - e deste caledoscópio sairão os Arctic Monkeys.

Oriundos do coração industrial da Inglaterra, os jovens músicos deste grupo têm uma relação moderna com a fama - o Arctic Monkeys foi uma das primeiras bandas a alcançar o sucesso através da divulgação de suas músicas na internet (mais precisamente no site MySpace).

WHITE STRIPES, "Elephant" - 2003

(Número cinco na lista dos 100 melhores da Rolling Stone, número 18 na lista de 100 melhores da NME, número oito na lista de 20 melhores da Billboard)

O primeiro lançamento deste duo americano por uma grande gravadora tirou Jack e Meg White do obscurantismo minimalista para um rock potente, muito além da guitarra e bateria por eles tocada.

O editor chefe da revista alemã de música Spex, que escolheu os White Stripes como uma das dez melhores bandas da década, escreveu que "Jack e Meg White resgataram praticamente sozinhos o punk rock da insignificância."

AFP/ap

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