Paris, 5 nov (EFE).- O ator Alain Delon, de 72 anos, considerado um dos grandes mitos do cinema francês, volta ao teatro, seu melhor tratamento, desta vez junto a uma amiga de qusse toda a vida adulta, Anouk Aimé, em Paris.

"Não é o teatro a melhor tratamento do mundo?", se pergunta o artista em entrevista que hoje publica o jornal "Le Figaro", na qual anuncia que protagonizará 20 apresentações da peça "Cartas de Amor" de Albert Ramsdell Gurney, a partir de sexta-feira.

Para ele, o teatro é "vital" e, por isso, se lançou a este projeto no qual trabalhará, pela primeira vez, com Aimé, que conhece há 50 anos.

"Cartas de Amor", lembrou, "é uma bela história de amor entre dois personagens, dois amigos da infância, Alexa e Thomas, que viveram seus sentimentos através de cartas".

Não é uma obra clássica, segundo Delon, que explicou que se considera ator e não comediante.

"Ser comediante, se aprende. Ser ator, é um acidente", disse, após explicar que, na hora de expressar os sentimentos, se sente "próximo da paixão latina".

Para o futuro, Delon deve trabalhar com a sua filha, Anouchka, de 18 anos, que está decidida a seguir seus passos, da mesma forma que seu filho mais novo, Alain-Fabien, de 14, que se uniriam assim ao primogênito, Anthony, de 44, dono de uma irregular carreira cinematográfica.

É algo do que se sente orgulhoso porque ele deixa claro que está "a favor das dinastias de atores". EFE pi/jp

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