A portas fechadas, longe dos holofotes e do discurso eleitoral, os petistas que tratam dos problemas da saúde temem o confronto entre a candidata Dilma Rousseff e o tucano José Serra, governador de São Paulo. Menos de uma hora depois de o 4º Congresso Nacional do PT ter aprovado o projeto de governo para a candidata à Presidência, na sexta-feira, a reportagem do estadao.

com.br flagrou uma reunião em que um grupo de petistas revelou temor pela fragilidade com que Dilma discute o tema e pela "vulnerabilidade" como estão entrando no debate eleitoral. O programa aprovado, diziam, "não vale quase nada".

Reunidos em uma sala do segundo andar do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, membros do grupo setorial de saúde do PT queixaram-se da gestão da área no governo Luiz Inácio Lula da Silva e fizeram uma série de comentários críticos à ministra-chefe da Casa Civil. Uma das militantes questionou: "Quem é a Dilma para nós, do ponto de vista da militância? Não podemos entrar na campanha vulneráveis como a gente está na saúde."

Participaram do encontro, que foi gravado pela reportagem, o ex-ministro da Saúde Humberto Costa (PE), o secretário de Gestão Estratégica e Participativa da atual equipe do ministério, Antônio Alves de Souza, e outros dirigentes. Uma dirigente disse que ficou espantada com a falta de habilidade da pré-candidata em um debate. "Ela entrou recuada para discutir política social na saúde. Foi um horror. Se o nosso presidente era muito verde quando entrou, imagina a Dilma. Ela vai ser questionada e vai ter de falar sobre o assunto a partir de abril."

Indagado sobre a insatisfação em relação à falta de propostas específicas do programa e quanto à condução do assunto pelo partido, o novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, negou qualquer problema. "Isso não procede. É comum que alguns termos não sejam especificados e fiquem de fora. Tivemos reclamações de todos os setoriais." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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