Uma em cada quatro jovens da América Latina é mãe antes de completar 20 anos. Os dados, de um estudo da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), mostram que a região não apenas tem o segundo maior índice de gravidez na adolescência no mundo, como ele vem subindo em vez de declinar.

A taxa de mães jovens na região chega a ser mais de 40% acima do índice entre as mulheres em geral, alcançando 76,2 por mil.

O documento, chamado "Juventude e Coesão Social na América Latina", aponta para um cenário ainda difícil para os jovens latino-americanos: apesar do melhor acesso à educação e ao emprego, a educação sem qualidade, a pobreza e a violência mantêm as desigualdades sociais da região.

De acordo com a Cepal, o número de adolescentes grávidas na América Latina caiu até o final da década de 1980. Desde então, voltou a crescer. No Brasil, mostra o estudo, 14,8% das jovens até 19 anos tinham filhos em 2000. Dez anos antes, eram 11,5%. E o crescimento foi maior entre as mais pobres. Enquanto na porção mais rica da população a taxa de fertilidade se manteve estável em torno de 20 adolescentes grávidas por mil, na parcela mais pobre subiu de 120 por mil para 155 por mil.

Ainda segundo a Cepal, o fato das jovens estarem iniciando sua vida sexual mais cedo não é uma explicação convincente para o alto número de jovens grávidas. Uma comparação é feita com a Espanha, onde a idade inicial das relações também caiu para em torno dos 15 anos, mas apenas 5% das adolescentes ficam grávidas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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