Ajuda a Battisti foi psicológica, diz Gabeira

O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) confirmou ontem ter sido procurador pelo italiano Cesare Battisti quando ele chegou ao Brasil. “Dei uma ajuda psicológica.

Agência Estado |

Aconselhei a buscar os caminhos legais. A mesma ajuda que prestei a todos os italianos que tiveram este problema”, disse. Gabeira não esconde que preferia uma solução jurídica para a polêmica da concessão de refúgio político do Brasil ao italiano. “No meu entender a palavra final era do Supremo Tribunal Federal (STF). Eu tirei o caso da política.”

O extremista de esquerda contou, em entrevista à revista IstoÉ , que antes de vir para o Brasil tinha contatos aqui, entre eles Gabeira. Afirmou ainda que tinha outros endereços, um deles o do cartunista e escritor Ziraldo. No fim da entrevista, Battisti informou que foi a ex-prefeita de Fortaleza Maria Luiza Fontenelle, eleita em pelo PT em 1986, que lhe enviou no dia 18 de dezembro um bolo de aniversário.

Battisti está detido no Presídio da Papuda, enquanto aguarda a decisão do STF sobre sua soltura, visto que o ministro da Justiça, Tarso Genro, lhe concedeu status de refugiado político. A atitude de Tarso levou a uma crise diplomática com a Itália, que exige a extradição de Battisti, condenado no país europeu à prisão perpétua, sob acusação de ter participado de ações que resultaram no assassinato de quatro pessoas.

O cartunista Ziraldo ficou surpreso ao saber que Battisti tinha seu endereço, mas não o procurou. “Não sabia disto”, disse ao ser informado sobre a entrevista de Battisti. Alegando desconhecer o processo, Ziraldo preferiu não dar opinião.

Para a ex-prefeita de Fortaleza (1986-89), a socióloga Maria Luiza Fontenele, a reação do governo italiano só comprova a tese de que a questão é política. Battisti, diz ela, foi usado como “bode expiatório”. Em dezembro, Maria Luiza esteve com Battisti, na penitenciária da Papuda, onde comemorou o aniversário dele. Ela disse que, apesar de Battisti ter chegado ao Brasil por Fortaleza, só o conheceu depois que foi preso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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