Air bag pode salvar 490 vidas por ano, dizem especialistas

Especialistas em saúde e entidades do setor de trânsito comemoram a lei sancionada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a obrigatoriedade do air bag nos veículos no País. Segundo um estudo do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi), com base em dados americanos, o dispositivo poderá reduzir 490 mortes por ano - além de 10 mil feridos a menos - no trânsito do Brasil.

Agência Estado |

Segundo o Ministério da Saúde, 35 mil pessoas morrem por ano no trânsito em ruas e avenida do País. Outras 500 mil ficam feridas em acidentes.

“É mais um dispositivo que vai ajudar a preservar muitas vidas no trânsito. Sozinho, ele não resolve, porque sempre tem de ser usado com o cinto de segurança. Mas vai ajudar bastante”, avalia Flávio Adura, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego. Para o especialista ainda falta no País a cultura da segurança.

O air bag pouparia 1,4% das mortes gerais, segundo André Horta, analista de segurança viária do Cesvi. Os números da NHTSA (agência americana que cuida da segurança no trânsito) indicam que o equipamento reduz a possibilidade de o motorista morrer em um acidente em 14% - esse número é de 11% entre passageiros. O risco de lesões moderadas nos membros superiores cai em 45%. Se levadas em conta todas as lesões, há 59% a menos de risco.

Acidente

O DJ Roberto Alves Dias, de 35 anos, conhece os dois lados da moeda: já bateu carros que tinham e que não tinham sistema de air bag. Em 2003, ele não conseguiu desviar de um carro que atravessou no sinal vermelho. Mesmo com cinto de segurança, rachou - literalmente - o para-brisa com a cabeça. Em janeiro deste ano, na Rodovia Régis Bittencourt, ele bateu de frente no guardrail de concreto. O carro teve perda total, mas Dias só teve luxação no dedinho do pé direito. “Salva mesmo”, descreve. “Se não fosse o air bag, pelo menos alguma sequela eu carregaria.”

O empresário Agnelo de Barros Neto é outro defensor do sistema. Ele sofreu um acidente há um ano - seu Vectra capotou várias vezes em uma rodovia vicinal na região de Campinas, no interior paulista - e diz que só está vivo porque os air bags de seu carro abriram. Seu carro atual também tem o equipamento. “É a diferença entre a vida e a morte.” As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

AE

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