Ainda não me coloco no lugar de candidata, diz Marina Silva

CURITIBA ¿ Apontada como provável candidata à presidência da República nas próximas eleições desde sua saída do Partido dos Trabalhadores (PT), a senadora Marina Silva disse que ainda não se coloca no lugar de candidata pela sua futura sigla, o Partido Verde (PV).

Luiz Felipe Marques, especial para Último Segundo |

Fico honrada com o convite, me sinto respeitada com a forma como a sociedade recebeu esta indicação do PV, mas é uma decisão que não pode ser tomada agora, disse a ex-ministra nesta sexta-feira (28), durante um evento que participou em Curitiba.

Mesmo com a afirmação, Marina Silva não chegou a descartar a possibilidade, dando sugestões de que a candidatura ao Planalto em 2010 pode acontecer. Em meio à palestra que apresentou, após citar números de sua gestão no Ministério do Meio Ambiente, disse ao público: Vocês podem pensar puxa, senadora, quantas coisas você fez. Mas eu digo, é só começo.

Em outro momento, quando perguntada sobre se o país estaria preparado e aceitaria um candidato com as particularidades de seu perfil ¿ mulher, nortista e com o meio ambiente como maior bandeira ¿, a senadora afirmou que o Brasil teve bons pioneiros que preparam o terreno para a candidatura de representantes de minorias, como é o caso do presidente Lula.

Aliança com o PSDB

Questionada quanto à possibilidade levantada há poucos dias de uma aliança com um partido de oposição ao governo Lula, como o PSDB, Marina Silva rejeitou o cenário. Segundo ela, isso foi realmente muito falado durante a semana, mas disse ainda ter respeito pelo PT e justificou sua saída.

O PT foi o partido que me deu todas as oportunidades. Mas tem uma hora em que o sistema se fecha e seus subsistemas também. Me vejo com um destes subsistemas. Porém, não rompi com essas pessoas (integrantes do PT). Vou continuar na vizinhança para continuarmos próximos, explicou.

Crise no PT

Ainda sobre seu antigo partido, a ex-ministra foi direta: o PT enfrenta uma situação de crise e tem consciência disso. No entanto, ela disse acreditar que o momento pode ser propício para que sejam reelaborados os rumos do partido.  Sem querer estender o assunto, Marina Silva declarou ver a questão de uma forma simples: o que houve no PT foi uma confusão da legenda com o governo.

O partido deve ter autonomia para se posicionar em determinados momentos, enquanto o governo deve ter liberdade para formar sua maioria. No entanto, não deve achar que pode fazer isso a qualquer custo, sob pena de comprometer a própria governabilidade. Esta é uma lição que deve ficar para todos os partidos, completa.

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