Ainda incrédulos, fãs e famosos exaltam legado de Michael

Belén Palanco. Redação Internacional, 26 jun (EFE).- Comentários como a dor não tem consolo e Michael Jackson não morreu resumem a série de reações de fãs e artistas incrédulos no mundo todo sobre o maior nome da história da música pop, que teve seu legado a todo tempo exaltado hoje.

EFE |

Os fãs foram pouco a pouco às ruas, mas antes de tudo recorreram à internet para expressar aquilo que estavam sentindo. No Facebook de Michael Jackson, os seguidores rapidamente viraram amigos e até as 16h (Brasília) havia registrados cerca de um milhão de comentários.

Nas últimas 24 horas, 16% das mensagens de Twitter foram sobre Michael, em comparação com 2% sobre a atriz Farrah Fawcett, que também morreu ontem, e o Irã, segundo informou a companhia especializada em análise de audiência na internet "Nielsen Wire" à Agência Efe.

Um dos desejos dos milhões de admiradores foi lembrar o ídolo, ouvindo músicas e vendo vídeos. O YouTube, em um canal dedicado a Michael Jackson, teve videoclipes como "Thriller", "You are not alone" e "They don't care about us" reproduzidos até cinco milhões de vezes.

Nas ruas dos EUA, os fãs se amontoaram em maior número em dois pontos: o local em que foi confirmada a morte do cantor, o hospital da Universidade da Califórnia (UCLA), e a beira da parte da Calçada da Fama de Hollywood onde está a estrela de Michael Jackson.

Em breve será erguido um monumento nas luxuosas lojas Harrods, em Londres, segundo anunciou seu admirador confesso, o multimilionário empresário egípcio Mohamed al-Fayed.

Michael também foi lembrado hoje por museus de cera emblemáticos como o Madame Tussaud de Berlim, o Louis Tussauds de Blackpool (Inglaterra) e o de Madri, que puseram suas esculturas do ídolo na entrada de suas instalações.

Por outro lado, artistas de todos os pontos expressaram sua admiração pelo artista, definido pelo ex-beatle Paul McCartney como uma pessoa "com muito talento e uma alma sensível". O americano Lenny Kravitz assinalou, por sua vez, que Michael "foi abençoado por Deus com uma voz angélica".

Para a cantora e ex-modelo Carla Bruni, mulher do presidente da França, Nicola Sarkozy, Michael tinha "um talento único que reunia múltiplas facetas: autor e compositor, cantor e dançarino". Já Laura Pausini disse que ele "revolucionou o 'beat', a composição e o espetáculo".

"Michael Jackson viverá sempre em meu coração como inesquecível e eterno", assinalou à Agência Efe a cantora Gloria Estefan.

Sobre o legado musical inquestionável de Michael, Sofia Loren apontou que o mundo perdeu "um ícone" que deixou "um tesouro com suas canções".

A atriz italiana expressou ainda seu desejo de que Michael encontre com sua morte "a paz merecida após tanto sofrimento".

Esse ponto também foi abordado pelo dançarino e coreógrafo Mikhail Baryshnikov, que disse que em um artista "é necessário um equilíbrio entre o corpo e a mente e está claro que em Michael Jackson isso não funcionava".

Seu estilo inconfundível foi imitado por admiradores e até por famosos, como o dançarino Prabhu Deva, considerado o "Michael Jackson da Índia", que afirmou que a música do ídolo é uma das "principais razões" que o levou ao mundo do espetáculo.

Outros também mostraram sua dívida com Michael, como o próprio Lenny Kravitz, que confessou que "se não fosse por ele, não estaria fazendo o que faz".

Para o americano, antes de morrer, Michael já tinha dado ao público "tudo o que tinha que dar". EFE bp/rr

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